Exportações de milho do Brasil e Argentina já incomodam os EUA
O Brasil e a Argentina dobraram sua participação nas exportações de milho no mundo na última década.
E esse crescimento das exportações de milho de ambos os países da América Latina já começa a incomodar o maior produtor mundial do grão.
Espera-se que tanto o Brasil como a Argentina apresentem exportações de milho recorde, enquanto as exportações dos EUA e sua respectiva participação no mercado mundial deverão diminuir em 2017/18.
O Brasil e a Argentina colheram safras recorde em 2016/17 (colheita no início de meados de 2017) e prevêem ter grandes rendimentos da cultura também em 2017/18.
O aumento da área plantada e os rendimentos mais elevados levaram a um aumento substancial dos estoques e a capacidade de exportação dos países sul-americanos.
O clima do Brasil permite uma safra adicional de milho a cada ano com a segunda temporada (safrinha). E justamente a safrinha impulsionou o crescimento das exportações quase 5 vezes desde 2007/08.
E com relação a Argentina, a desvalorização da moeda local e as políticas governamentais favoráveis, como a eliminação do imposto sobre exportação de milho, têm contribuído para o cenário favorável às exportações.
O aumento da participação do Brasil e da Argentina na exportação de milho alterou o comportamento de vendas dos EUA e atenuou a competitividade do país.
Um dos recursos usados pelos comerciantes dos EUA é de, muitas vezes, atrasar as vendas quando a oferta de grãos dos sul-americanos entra no mercado.
Vale lembrar que um ponto favorável dos produtos norte-americanos é que eles têm incentivos e a infra-estrutura para armazenar milho e gerenciar riscos para buscar preços mais altos ao longo do processo comercialização.
Mesmo assim, espera-se que a concorrência entre esses países sul-americanos e os Estados Unidos seja acirrada nos principais mercados de importação, como o Leste Asiático e o Egito.
O Farmnews apresenta os números que mostram a evolução da produção de milho no mundo e dos principais países produtores nos últimos anos, segundo dados do USDA (clique aqui e saiba mais).
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