Acabou o blefe: agora o produtor pode descobrir se pagou caro nos insumos

Ivan Formigoni

Acabou o blefe: agora o produtor pode descobrir se pagou caro nos insumos!

Toda safra começa com uma espécie de jogo de cartas em que só um lado enxerga o baralho. De um lado da mesa, quem vende insumo sabe o preço que a região inteira pagou. Do outro, o produtor tem duas ou três cotações e um palpite. E é assim, no escuro, que ele fecha a maior conta da fazenda. Agora esse blefe começa a ruir.

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A Aegro colocou as cartas na mesa com o Aegro Insights, sua plataforma de inteligência de mercado, que joga a compra do produtor sobre a distribuição real de preços das fazendas da sua região. Pela primeira vez, quem compra passa a ver o mesmo que quem vende sempre viu.

E o tamanho do que estava escondido assusta. Numa lavoura de grãos, o insumo é de 50% a 70% do custo de produção. Numa operação de 5.000 hectares, com custo de R$ 5.000 por hectare, são R$ 25 milhões só em insumo por safra. Cada 5% de diferença no preço de compra vale R$ 1,25 milhão. É uma fortuna em jogo na mesa de negociação, apostada por quem não via as cartas.

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A base que sustenta a virada é grande: 301.248 ofertas reais somente nos últimos 90 dias, agregadas e anonimizadas, com atualização diária. A porta de entrada é gratuita, o Compare Preços (acesse aqui!) dá cinco consultas para o produtor buscar o preço de um insumo na região. As análises completas ficam nas ferramentas pagas, a Inteligência de Compras, do lado dos insumos, e a Inteligência de Vendas, que revela por quanto a saca de soja, milho ou arroz está sendo negociada na região.

Onde o blefe estava escondido

São três cartas que agora viram para cima. A primeira é a distribuição de preços da região: o produtor vê na hora se pagou acima ou abaixo do que as fazendas vizinhas pagaram pelo mesmo produto, no mesmo mês, em reais. Quem estava no topo da faixa descobre exatamente o quanto deixou na mesa.

A segunda é o tempo. Cinco anos de sazonalidade, mês a mês, mostram em qual janela do ano o preço costuma desabar. O produtor que comprava quando o representante batia na porteira passa a comprar quando o calendário manda.

A terceira é o custo mais silencioso de todos, o parcelamento “sem juros”. Ele quase nunca é sem juros e, em alguns produtos, embute mais de 25% ao ano. O painel escancara essa conta antes de o pedido ser assinado.

Por que esse número não é chute

O que torna a referência diferente de tudo que o produtor tinha é a origem. Cada preço vem de uma transação registrada em nota fiscal eletrônica, agregada e anonimizada. Não é estimativa, não é pesquisa de intenção, não é preço sugerido por quem quer vender. É o que foi pago de verdade.

As ferramentas que o produtor tinha até aqui miravam no alvo errado. A cotação do fornecedor mostra o preço de quem quer vender. Os boletins de mercado falam do preço de venda da produção, não da compra do insumo. E a conversa com o vizinho chega tarde demais, com o cheque já assinado. Nenhuma delas diz, na hora da decisão, o que o mercado realmente pagou.

Para Maurício Schneider, CEO da Aegro, a mudança é de modelo, do software de gestão para a entrega de inteligência de dados.

“Terra e clima são variáveis, e dado também é. A diferença é que dado você analisa”, afirma Schneider. “O que transforma resultado é o número certo, conectado à sua operação, antes de o problema aparecer: no preço de venda, no custo por saca, na hora certa de comprar o insumo.”

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E por falar em custos de produção, você sabia que dados da Aegro Insights na safrinha mostram que, no mesmo estado, no mesmo ciclo, o custo de insumos variou 89% entre o mais enxuto e o mais caro! Pois é, clique aqui e saiba mais do assunto!

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!