A Argentina permanece aumentando o ritmo de compra de carne bovina do Brasil em 2026 e, na primeira metade do ano o país importou mais que o dobro de 2025.
Claro, os argentinos não são tradicionais importadores de carne bovina do Brasil e tampouco representam uma parcela significativa do volume embarcado do País.
No entanto, vale destacar a tendência desse aumento em 2026, o que reflete um cenário cada vez mais evidente de oferta restrita de carne bovina mundo afora.
O Brasil exportou na primeira parte de 2026 1.495,1 mil toneladas métricas em carne bovina in natura. Desse total, 774,2 mil toneladas foram para a China ou 51,8% de toda a carne exportada do Brasil no período e 183,6 mil toneladas para os EUA, nosso segundo maior cliente.
Os argentinos importaram 13,36 mil toneladas métricas ou 0,9% do total comercializado pelo Brasil na primeira metade do ano.
A participação argentina é pequena, mas segue aumentando, como mostram os dados da primeira Figura
A Figura apresenta os dados mensais de importação de carne bovina do Brasil pela Argentina, em mil toneladas métricas, segundo dados da COMEX, desde janeiro de 2022.

A importação de carne bovina do Brasil pela Argentina alcançou, em junho de 2026, o segundo maior patamar da história, atrás apenas do valor observado no mês anterior e, muito acima dos patamares observados no mesmo período dos anos anteriores.
Aliás, a importação de carne bovina brasileira pelos argentinos mais que dobrou na primeira metade de 2026 frente a 2025 (segunda Figura).
A Figura apresenta os dados da importação de carne bovina do Brasil pela Argentina, no acumulado até junho, em mil toneladas métricas, segundo dados da COMEX.

Veja também que os primeiros dados da exportação de carne bovina do Brasil em julho de 2026 mostraram alta frente ao valor praticado em 2025.
Isso porque nos primeiros 3 dias úteis de julho, a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 15,05 mil toneladas métricas, valor 25,1% acima da média de venda de julho de 2025 (12,03 mil toneladas) que, considerou 23 dias úteis.
Em valores absolutos, a exportação de carne bovina somou 45,17 mil toneladas métricas na primeira parcial de julho, valor 16,3% do que foi observado em julho de 2025 (278,66 mil toneladas métricas). O mês de julho de 2025, é importante destacar, incluiu dados de 23 dias úteis.
A receita de exportação de carne bovina do Brasil renovou a máxima histórica em junho de 2026, alcançando US$1,82 bilhão. O valor alcançando em junho de 2026 de US$1,82 bilhão foi 39,2% acima do valor observado no mesmo período de 2025 (US$1,31 bilhão) e 3,0% acima do recorde anterior, de outubro de 2025 (US$1,77 bilhão).
Cabe ressaltar que a exportação de bovinos vivos do Brasil, em faturamento, mais que triplicou em junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Pois é, além do recorde de exportação de carne bovina para um mês de junho, em 2026, o Brasil também renovou a máxima quando o assunto é a comercialização de bovinos vivos para o mercado internacional.
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