Importação de fertilizante pelo Brasil no menor valor desde 2020

Ivan Formigoni

A importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em setembro e as compras na parcial de 2026 alcançou o menor patamar desde 2020.

O Brasil importou 3,10 milhões de toneladas de fertilizantes em setembro de 2026, valor 28,3% abaixo do que foi praticado em setembro de 2025.

A maior quantidade de compra em um mês de setembro aconteceu em 2024, quando o País importou 4,64 milhões de toneladas em matérias-primas (primeira Tabela).

A compra de fertilizantes pelo Brasil em 2026 foi o menor para um mês de setembro em uma série iniciada em 2018 e isso segue chamando a atenção!

A Tabela apresenta os dados de importação de fertilizantes pelo Brasil nos meses de setembro, entre 2018 e 2026, segundo dados da COMEX.

A importação de fertilizantes caiu também devido aos patamares de preço praticado em setembro de 2026 que, alcançou o maior patamar para o período do ano desde 2022 (Tabela acima).

O preço médio de importação de matérias-primas pelo Brasil em setembro de 2026 foi de US$379,2 por tonelada, alta de 5,1% frente ao mesmo período de 2025 e o terceiro ano consecutivo de valorização entre os meses de setembro.

No acumulado do ano, até setembro, o ritmo de compra caiu 15,8% em relação ao que foi importado na mesma base de comparação, em 2025 que, inclusive foi recorde para o período do ano (segunda Tabela).

A Tabela apresenta os dados de importação de fertilizantes pelo Brasil no acumulado até setembro, entre 2018 e 2026, segundo dados da COMEX.

Entre janeiro e setembro de 2026 o Brasil importou 28,45 milhões de toneladas, ao menor patamar desde 2020.

Pois é, o Brasil comprou mais de 5,00 milhões de toneladas a menos que o observado em 2025 na parcial até setembro de 2026.

O preço médio de importação de matérias-primas até setembro de 2026 foi de US$392,8 por tonelada, valor 14,6% maior que a média de 2025, até setembro, de US$342,9 por tonelada.

E mudando de assunto, a exportação de soja do Brasil em 2026 renovou a máxima na parcial até setembro, pela primeira vez acima de 100,0 milhões de toneladas no período do ano.

Além do recorde no acumulado do ano, o Brasil alcançou o maior patamar de venda em um mês de setembro, embora bastante próximo do que foi observado no mesmo período de 2025.

Na parcial de 2026, até setembro, a exportação de soja do Brasil superou o patamar de 100,0 milhões de toneladas pela primeira vez, considerando o período do ano.

E ao contrário do preço do bezerro e do boi gordo que renovaram a máxima histórica no início de outubro, o preço do milho e da soja foram mais pressionados, para baixo, no início do mês.

O preço futuro do milho segue mais pressionado no início de outubro, acompanhando o movimento do físico.

O preço do grão também voltou a acumular queda em 2026, frente ao valor que encerrou 2025, embora permaneça acima do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores.

O preço da soja também caiu no início de outubro, cotado abaixo de R$160,0 por saca, o que não era observado desde o final de agosto.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!