O preço da carne bovina no atacado segue sustentado, reflexo da oferta restrita de animais prontos para o abate.
Apesar do menor ritmo de saída de carne e do comportamento distinto entre os estados no varejo, o atacado em São Paulo apresentou alta nas cotações, sustentado pela menor oferta.
As vendas no varejo seguiram o mesmo ritmo da semana anterior, com menor movimentação e, consequentemente, queda nos pedidos de reposição de estoque para o atacado. Porém, esse movimento já é esperado pelo setor, uma vez que o consumidor apresenta menor poder aquisitivo nesse período do mês.
No entanto, mesmo com esse cenário, o preço da carne bovina no atacado segue sustentado, reflexo da oferta restrita, somada à alta do boi gordo, com as indústrias tentando garantir uma margem de comercialização favorável.
No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças casadas.
A cotação da carcaça casada do boi inteiro e da vaca subiu 1,3%, cotadas em R$23,45/kg e R$22,95/kg, respectivamente. Já a do boi capão subiu 1,7%, comercializada em R$23,85/kg, enquanto a da novilha subiu 2,6%, negociada em R$23,40/kg.
No atacado de carne desossada, a média geral subiu 0,9%.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 1,1%, com todos os 16 cortes em alta. O destaque foi o filé mignon sem cordão, que subiu 3,1%.
No dianteiro, a média subiu 1,0%, com dois cortes em alta, dois em queda e dois estáveis. O peito apresentou a maior variação, com alta de 1,5%.
No varejo, a maior parte dos estados teve ajuste positivo na cotação média, com exceção de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que apresentaram queda.
Em São Paulo, a média apresentou ajuste positivo de 0,1%, com 10 cortes em alta, nove em queda e um estável. O acém teve a maior variação, com queda de 4,3%, seguido do miolo de alcatra, que subiu 3,9%.
Em Mato Grosso, a média também subiu 0,1%, com a maior alteração sendo a alta de 5,4% para o miolo de alcatra. Foram registrados sete cortes em alta, oito em queda e cinco estáveis.
No Paraná, a média subiu 0,2%, com 11 cortes em alta, oito em queda e um estável. O destaque foi o lagarto, que subiu 5,4%.
No Rio de Janeiro, a média subiu 0,5%, com 10 cortes em alta, seis em queda e quatro estáveis. O acém e a fraldinha registraram as maiores altas, de 4,6% e 4,4%, respectivamente.
Em Goiás, a cotação média também subiu 0,5%, com 10 cortes em alta, cinco em queda e cinco estáveis. O lagarto foi o corte que mais variou, com alta de 2,5%.
Em Mato Grosso do Sul, a média subiu 0,4%, com 10 cortes em alta, cinco em queda e cinco estáveis. A maior variação foi o recuo de 4,8% para o peito.
Por outro lado, em Minas Gerais, a média caiu 0,6%, com nove cortes em queda, seis em alta e cinco estáveis. O lagarto apresentou a maior variação, com queda de 4,2%.
No Rio Grande do Sul, a média recuou 0,3%, com nove cortes em queda, sete em alta e quatro estáveis. O peito teve a maior variação, com queda de 6,8%.
No curto prazo, é esperado que as vendas ainda permaneçam em menor ritmo com a proximidade do fim do mês. A expectativa é de melhora apenas na virada de setembro para outubro, com o recebimento das bonificações, a virada do cartão de crédito para parte da população e o pagamento dos salários.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

O Farmnews também apresentou os dados da exportação de carne bovina do Brasil na parcial até a 3ª semana de setembro de 2026.
No acumulado até a 3ª semana de setembro, ou seja, considerando 13 dias úteis do mês, a média diária de embarque foi de 10,02 mil toneladas métricas, uma leve alta em relação ao acumulado até à semana anterior (9,96 mil toneladas métricas).
A exportação de carne bovina do Brasil, apesar da modesta recuperação, seguiu quase 30,0% abaixo da média diária de diária de setembro de 2025 (14,30 mil toneladas métricas).
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

O mercado futuro do boi gordo segue mais estável ao longo da segunda quinzena de setembro, ao contrário do físico, em recuperação.
O fato é que o preço esperado do boi gordo para outubro de 2026, por exemplo, segue oscilando em torno de R$380,0 por arroba e temos chamado a atenção para a oportunidade de proteção, apesar da expectativa de continuidade de valorização.
O preço do boi gordo também voltou a acumular alta maior que a observada para o bezerro em setembro de 2026.
Com a maior alta no animal pronto para o abate em setembro, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho melhorou, ainda que modestamente.
O indicador de arrobas de boi gordo por bezerro caminha para renovar a máxima para um mês de setembro, em 2026, mas caiu frente aos meses anteriores.
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