Preço da carne bovina segue firme no final de outubro

Scot Consultoria
Farmnews

Preço da carne bovina se mantém firme, apesar da desaceleração das vendas no varejo.

Mesmo com a desaceleração do varejo, o preço da carne bovina seguiu firme. No atacado, a menor disponibilidade do produto, somada a outros fatores, contribuiu para a alta das cotações.

Em São Paulo, as vendas no varejo, que perderam ritmo nas duas últimas semanas devido ao menor poder aquisitivo do consumidor, mantiveram esse cenário. No entanto, o setor não sentiu grande necessidade de realizar promoções para aumentar o giro, e, com isso, a média subiu.

Por outro lado, no mercado atacadista, o volume disponível nas câmaras de resfriamento está reduzido devido ao menor abate. Além disso, há pedidos para abastecimento gradual, devido ao período do ano, que tende a ser mais movimentado com o recebimento do décimo terceiro salário e das bonificações, além das festividades.

Somados a esses fatores, de menor estoque e a perspectiva no aumento da demanda no curto prazo, a firmeza do mercado do boi gordo também contribuiu para a alta no preço da carne bovina.

No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças, com recorde nominal.

A carcaça casada do boi capão subiu 0,4%, negociada em R$25,35/kg. Para a do boi inteiro, a alta foi de 0,6%, cotada em R$24,90/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 0,6%, apregoada em R$24,30/kg, enquanto a da novilha valorizou 0,4%, comercializada em R$24,85/kg.

No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 2,9%, com todos os 22 cortes em alta.

Para os cortes do traseiro, a alta foi de 2,7% na média. O destaque foi a alcatra completa, com alta de 6,2%.

Entre os cortes do dianteiro, a média subiu 3,7%. A maior variação foi para a paleta com músculo, que subiu 5,4%.

No varejo, nenhuma praça registrou queda na média, seis subiram e dois não mudaram.

Em São Paulo, a média subiu 0,4%, com altas em dez cortes, quedas em oito e estabilidade em dois. A maminha teve a maior variação, com alta de 2,9%.

No Paraná, a cotação média subiu 0,7%, com alta em nove cortes, queda em três e estabilidade em oito. A maminha se destacou, subindo 4,7%.

No Rio de Janeiro, a média subiu 1,2%, com alta em 14 cortes, queda em dois e estabilidade em quatro. O destaque foi para o peito, que teve aumento de 5,9% na cotação.

Em Mato Grosso, a média geral valorizou 0,7%, com alta em 13 cortes, queda em três e estabilidade em quatro. O miolo de alcatra foi o que mais variou, com alta de 2,5%.

Em Goiás, a média registrou ajuste positivo de 0,3%, com 12 cortes subindo, sete caindo e um sem alteração. O peito foi o corte que mais variou, com queda de 4,5%, seguido da alta de 4,3% da paleta e o do coxão mole.

No Rio Grande do Sul, a média subiu 0,4%, com altas em dez cortes, quedas em seis e estabilidade em quatro. O coxão mole foi o que mais alterou, com alta de 3,5%.

Em Minas Gerais, a média ficou estável, apesar da alta em nove cortes, ante a queda em cinco e estabilidade em seis. O destaque foi a alcatra com maminha, com queda de 3,6%.

Em Mato Grosso do Sul, a média não mudou, nove cortes em alta, oito em queda e três sem alteração. O coxão duro foi o que mais variou, com valorização de 5,2%.

No curto prazo, as vendas tendem a ganhar ritmo com a virada do mês e a proximidade do feriado da próxima segunda-feira, 2/11.

Saiba também que o preço do boi gordo e do bezerro foram os destaques de outubro de 2026, ambos encerrando o mês na máxima nominal histórica.

Vale destacar que o preço do boi gordo no mercado futuro para os vencimentos a partir de novembro seguem acima de R$400,0 por arroba, o que mantém a expectativa de continuidade do movimento de valorização do animal pronto para o abate, também de acordo com os dados da B3. Clique aqui e saiba mais!

E diante desse cenário de preço recorde de bezerro e relação de troca em queda, um tema ganha cada vez mais importância para o pecuarista, ou seja: quanto posso pagar no bezerro?

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