O preço do bezerro renovou a máxima nominal diária no final de setembro, quando avaliado em Reais por cabeça.
O preço da categoria de reposição voltou a subir, após um período de relativa estabilidade (primeira Figura), acompanhando o movimento de valorização do boi gordo que, inclusive voltou a ser cotado acima de R$360,0 por arroba, o que não acontecia desde abril (clique aqui).
O fato é que o preço do bezerro foi cotado a R$3.437,6 por cabeça, o maior valor diário histórico segundo dados do Cepea.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

O preço do bezerro, apesar do recorde em setembro, a média mensal deve ficar pouco abaixo do recorde médio nominal anterior, de maio de 2026, como mostram os dados da segunda Figura.
Isso porque em maio de 2026 o preço médio nominal do bezerro alcançou o patamar mais alto do Cepea, com valor de R$3.423,0 por cabeça. Na parcial de setembro de 2026 (até o dia 28), o valor médio ficou e, R$3,404,4 por cabeça.
A Figura apresenta os dados médios mensais do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por cabeça, entre janeiro de 2020 e a parcial de setembro de 2026 (até o dia 28).

E assim como acontece com o boi gordo, a expectativa é que o recorde de preço da categoria de reposição seja renovado no final de 2026.
O mercado futuro do boi gordo, embora mais estável no final de setembro, segue próximo da máxima e precifica valores acima de R$380,0 por arroba para novembro e dezembro.
O preço do boi gordo voltou, inclusive, a acumular alta maior que o bezerro ao longo de 2026, frente ao valor que encerrou 2025.
E embora o preço do animal pronto para o abate tenha acumulado alta maior que o observado na parcial de setembro, frente ao valor que encerrou 2025, no longo prazo, a categoria de reposição segue subindo mais que o boi gordo.
O interessante é observar que, a cada ciclo de alta, o descolamento do preço do bezerro em relação ao boi gordo tem aumentado (segunda Figura), o que pressiona, para baixo, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
Pois é, nos ciclos de alta a preocupação com a relação de troca no momento de repor o rebanho ganha importância ainda maior e, vale a atenção!
Com a maior alta no animal pronto para o abate em setembro, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho melhorou, ainda que modestamente.
O indicador de arrobas de boi gordo por bezerro caminha para renovar a máxima para um mês de setembro, em 2026, mas caiu frente aos meses anteriores.
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