Preços sustentados, mesmo com venda de carne bovina ainda fraca

Scot Consultoria
Farmnews

Apesar da venda de carne bovina ainda em menor ritmo, os preços estão subindo em parte dos setores.

Durante a última semana de setembro, as vendas foram mornas no varejo e o atacado seguiu o mesmo rumo. No entanto, a oferta do produto ainda está reduzida e, somada à alta no mercado do boi gordo, as cotações estão firmes.

No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças.

A carcaça do boi capão subiu 1,7%, cotada em R$24,25/kg, e a do boi inteiro, 1,5%, comercializada em R$23,80/kg. A carcaça casada da vaca subiu 1,3%, negociada em R$23,25/kg, e a da novilha, 1,7%, apregoada em R$23,80/kg.

A cotação das carcaças das fêmeas atingiu o maior patamar de preços da série histórica, enquanto a dos machos está no maior nível desde abril deste ano.

No atacado de carne sem osso, não foi diferente. A cotação subiu para todos os 22 cortes monitorados e, com isso, a média geral subiu 2,2%.

Para os cortes do traseiro, a média subiu 2,0%, com destaque para a picanha B, que subiu 3,5%. Para os cortes do dianteiro, a média subiu 2,9%, com destaque para o acém, para a paleta com músculo e para o peito, que tiveram alta de 3,6%.

No varejo, as médias apresentaram comportamento distinto entre os estados.

Em São Paulo, a média registrou ajuste negativo de 0,1%, com oito cortes em queda, quatro em alta e oito estáveis. O músculo apresentou a maior variação, com queda de 4,5%.

No Rio de Janeiro, a média caiu 1,7%, com 16 cortes em queda, três em alta, e um estável. A costela apresentou a maior variação, com queda de 6,8%.

Em Goiás, a média também recuou 0,1%, com sete cortes em queda, dois em alta e 11 estáveis. O músculo apresentou a maior variação, com alta de 3,0%.

No Rio Grande do Sul, a média caiu 0,2%, com seis cortes em alta, seis em queda e oito estáveis. O peito teve a maior variação, com alta de 7,3%.

Por outro lado, no Paraná, a média subiu 0,8%, com 14 cortes em alta e seis em queda. A picanha B, a maminha e o cupim tiveram as maiores variações no período, com alta de 2,9%.

Em Minas Gerais, a média subiu 0,3%, com sete cortes em alta, cinco em queda e oito estáveis. O acém apresentou a maior variação, com queda de 5,0%, seguido da alta de 4,9% para a alcatra com maminha.

Em Mato Grosso, a média subiu 0,9%, com 12 cortes em alta, três em queda e cinco estáveis. A maior variação foi a alta de 4,4% para a alcatra com maminha.

Em Mato Grosso do Sul, a média subiu 0,3%, com nove cortes em alta, oito em queda e três estáveis. O lombinho e o peito apresentaram as maiores alterações, com alta de 6,5% e 6,4%, respectivamente.

No curto prazo, a expectativa é de que a venda de carne bovina melhore com o início do mês, devido ao recebimento dos salários e, assim, os preços devem seguir firmes.

Competitividade entre as carnes em setembro

Em setembro, considerando do primeiro ao último dia útil, o dianteiro acumulou alta de 4,0%, ou R$0,75/kg, fechando em R$19,60/kg.

A cotação do frango médio* subiu 10,9%, ou R$0,73/kg, comercializado em R$7,45/kg. Com isso, a competitividade da carne bovina frente ao frango melhorou 6,2%, passando de 2,81kg para 2,63kg. Ou seja, ao final do mês, foi possível adquirir um volume menor de frango com 1kg de carne bovina.

A cotação do suíno especial** subiu 22,7%, ou R$1,70/kg, fechando em R$9,20/kg. A competitividade da carne bovina frente à suína melhorou 15,2%. No início do mês, era possível adquirir 2,51kg de carne suína com 1kg de dianteiro e, no fechamento, 2,13kg.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 30-set)

E mudando de assunto, o preço da carne bovina nos EUA alcançou o patamar mais alto de 2026, em setembro e, igualando a máxima nominal para o período do ano, de 2025.

O preço da carne bovina nos EUA em setembro de 2026 igualou o recorde de 2025 para o período do ano e, acumulou o segundo mês consecutivo de valorização.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

venda de carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 30-set)

O preço do boi gordo segue valorizado diante de um cenário de oferta restrita e uma demanda aquecida, especialmente com a maior procura na virada do mês.

O Farmnews também comparou os preços em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja até setembro de 2026. Clique aqui e confira os dados!

Saiba também que o preço do bezerro encerrou setembro de 2026 no maior patamar diário histórico quando avaliado em Reais por cabeça.

O preço do bezerro subiu 1,3% entre o final de setembro e o último preço praticado no mês anterior. A alta foi modesta, mas o preço foi histórico.

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