O pagamento do mês não foi suficiente para aquece a venda de carne bovina, que continua fria e com preços em baixa.
Julho caminha para a segunda quinzena e, mesmo com o recebimento do salário no quinto dia útil, o mercado permanece frio e com poucas saídas.
O varejo está com queda na maioria das médias, sem muitos pedidos de reposição, o que também gerou declínio nos preços do atacado.
No atacado de carne com osso, as carcaças casadas permaneceram com recuo nos preços.
A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 0,2%, negociada em R$23,00/kg. A do boi inteiro caiu 0,9%, apregoada em R$22,25/kg. Entre as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca caiu 0,7%, cotada em R$21,60/kg, e a da novilha caiu 0,7%, comercializada em R$22,00/kg.
No atacado de carne desossada, a média recuou 1,0%, pressionada pela queda de 21 dos 22 cortes monitorados.
Entre os cortes do traseiro, a média caiu 0,9%, com 15 cortes em baixa e um estável. A maior variação foi observada no miolo de alcatra, que recuou 1,9%.
Nos cortes do dianteiro, a média caiu 1,1%, com a cotação dos seis cortes registrando queda. O destaque foi para a paleta com e sem músculo, ambas caíram 1,3%.
No varejo, o único estado que teve valorização dos preços foi o Paraná, os demais apresentaram desvalorização.
Em São Paulo, a média caiu 0,1%, com nove cortes em queda, nove em alta e dois estáveis. A maior variação foi a alta de 4,5% do acém.
Em Minas Gerais, a média caiu 0,3%, com 10 cortes estáveis, sete em queda e três cortes em alta. No estado, o destaque foi para a alcatra com maminha, que caiu 4,5%.
No Paraná, a média subiu 0,7%, com 12 cortes em alta, seis em queda e dois estáveis. O músculo foi o corte que apresentou a maior variação, com alta de 3,5%.
No Rio de Janeiro, a média caiu 0,4%, com 10 cortes em queda, oito com alta e dois estáveis. A maior variação foi observada na paleta, que aumentou 6,9%.
No curto prazo, apesar do cenário ainda enfraquecido, a expectativa é de melhora na venda de carne bovina com o feriado e o fim de semana.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Veja também que, apesar da venda de carne bovina mais fraca no mercado doméstico, os primeiros dados da exportação de carne bovina do Brasil em julho de 2026 mostraram alta frente ao valor praticado em 2025.
Isso porque nos primeiros 3 dias úteis de julho, a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 15,05 mil toneladas métricas, valor 25,1% acima da média de venda de julho de 2025 (12,03 mil toneladas) que, considerou 23 dias úteis.
Em valores absolutos, a exportação de carne bovina somou 45,17 mil toneladas métricas na primeira parcial de julho, valor 16,3% do que foi observado em julho de 2025 (278,66 mil toneladas métricas). O mês de julho de 2025, é importante destacar, incluiu dados de 23 dias úteis.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

Veja também que o mercado futuro do boi gordo voltou a ficar mais procurado pelo investidor, com as posições em aberto na B3 apresentando forte alta na segunda semana de julho.
O mercado futuro do boi gordo sinaliza, em julho, uma perspectiva de recuperação ao longo da segunda metade de 2026 (clique aqui) e esse maior otimismo em relação ao preço também refletiu na maior procura do investidor pelos contratos na B3. Clique aqui e confira!
Veja também que o preço da arroba do bezerro voltou a cair na parcial de julho e a alcançar o menor patamar desde o início de fevereiro.
O preço da arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi de R$464,9 em julho (8), o menor patamar desde o início de fevereiro e distante da máxima de 2026 até aquele momento, quando chegou a alcançar patamares acima de R$500,0.
O fato é que, apesar da tendência de alta, no curto prazo, o preço da arroba do bezerro deve seguir mais pressionado. Na parcial de julho, o preço acumulou o terceiro mês consecutivo de queda, embora os valores praticados sigam relativamente próximos da máxima nominal.
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