O abate de vacas e novilhas nos primeiros 3 meses de 2026 alcançou valores históricos para o período do ano pelo terceiro ano consecutivo.
O abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre foi novamente recorde para o período do ano (Tabela), impulsionado também pelo forte aumento do abate de vacas e novilhas. Aliás, nunca foram abatidas tantas fêmeas no 1º trimestre de um ano como em 2026.
E o recorde histórico de abate de fêmeas em um 1º trimestre aconteceu pelo terceiro ano consecutivo em 2026 e isso reforça a preocupação futura com relação a produção de carne bovina no Brasil, também diante de um cenário global de menor oferta de carne bovina, como temos discutido no Farmnews.
O fato é que entre janeiro e março de 2026 foram abatidos 5,14 milhões de vacas e novilhas no Brasil (dados oficiais), o que representa, além do maior valor trimestral da história, um crescimento de 4,3% frente ao 1º trimestre de 2025 (recorde anterior para o período do ano).
A Tabela apresenta os dados de abate oficial de bovinos no Brasil no 1º trimestre, entre os anos de 2010 e 2026, segundo dados do IBGE-SIDRA.
O abate de vacas e novilhas aumentou pelo quinto ano consecutivo no 1º trimestre, em 2026, reforçando a expectativa de redução na oferta de animais para reposição e, futuramente, de animais prontos para o abate.
Pois é, apesar do preço do bezerro seguir próximo dos patamares recordes em 2026, o ritmo de abate de fêmeas permanece em alta e, renovando as máximas históricas.
No 1º trimestre de 2026 a taxa de abate de fêmeas (vacas e novilhas) alcançou 49,9%, o patamar mais alto para o período do ano e, muito acima da média para um 1º trimestre, de 44,4%, considerando os valores entre 2010 e 2026.
A Figura a seguir apresenta a evolução da taxa oficial do abate ode fêmeas (vacas e novilhas) no Brasil, em relação ao total de bovinos abatidos no País, no 1º trimestre, entre 2010 e 2026, segundo dados do IBGE-SIDRA.

A terceira Figura abaixo apresenta a evolução do abate oficial de vacas e novilhas no 1º trimestre entre os anos de 2010 e 2026.
É importante observar também o maior aumento do abate de novilhas em relação às vacas nos primeiros 3 meses de 2026. O abate de novilhas no 1º trimestre de 2026 foi de 1,69 milhões de cabeças, valor 6,0% acima do praticado no mesmo período de 2025 (1,60 milhões de cabeças).
O abate de vacas entre o 1º trimestre de 2025 e 2026 subiu 3,5% e isso confirma a tendência do maior aumento do abate de novilhas no País.
A Figura mostra os dados do abate oficial de vacas e novilhas no Brasil, em milhões de cabeças, no 1º trimestre, entre 2010 e 2026, segundo dados do IBGE.

E mudando de assunto, o preço futuro do boi gordo segue em recuperação, com exceção do vencimento de julho, que acompanha um mercado físico mais pressionado no curto prazo.
O fato é que nos meses finais do ano é esperado uma menor oferta de animais prontos para o abate, apesar dos custos da diária do confinamento (clique aqui) estimularem a engorda confinada, uma vez que o abate de fêmeas deve ser menor, além da esperada maior demanda doméstica por carne bovina e a programação de compra para a exportação de 2027, incluindo a cota chinesa. Vamos acompanhar!
E com relação a exportação de carne bovina, os dados parciais da segunda semana de julho mostraram queda no ritmo de embarque em relação a semana anterior.
Apesar da queda de venda de carne bovina in natura do Brasil de 15,05 mil toneladas métricas diária para 13,08 mil toneladas diária, a exportação se mantém acima da praticada em julho de 2025 (12,03 mil toneladas).
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O abate de vacas e novilhas aumentou pelo quinto ano consecutivo no 1º trimestre, em 2026, reforçando a expectativa de redução na oferta de animais para reposição e, futuramente, de animais prontos para o abate.