A importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em agosto, após recuperação no mês anterior. Compras na parcial de 2026 no menor patamar desde 2023.
A importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em agosto de 2026, pressionado pela combinação de fatores, entre os principais, os patamares de preço elevado, o adiamento das compras e a menor disponibilidade externa, especialmente dos nitrogenados, com o conflito no Oriente Médio em evidência, novamente.
O Brasil importou 2,96 milhões de toneladas de fertilizantes em agosto de 2026, valor 43,3% abaixo do que foi praticado em agosto de 2025, quando inclusive foi recorde para o período do ano (primeira Tabela).
A compra de fertilizantes pelo Brasil em 2026 foi o menor para um mês de agosto em uma série iniciada em 2018 e isso chama a atenção!
A Tabela apresenta os dados de importação de fertilizantes pelo Brasil nos meses de agosto, entre 2018 e 2026, segundo dados da COMEX.

A importação de fertilizantes caiu também devido aos patamares de preço praticado em agosto de 2026 que, alcançou o maior patamar para o período do ano desde 2022 (Tabela acima).
O preço médio de importação de matérias-primas pelo Brasil em agosto de 2026 foi de US$403,8 por tonelada, alta de 12,9% frente ao mesmo período de 2025 e o terceiro ano consecutivo de valorização entre os meses de agosto.
No acumulado do ano, até agosto, o ritmo de compra caiu 13,9% em relação ao que foi importado na mesma base de comparação, em 2025 (segunda Tabela).
A Tabela apresenta os dados de importação de fertilizantes pelo Brasil no acumulado até agosto, entre 2018 e 2026, segundo dados da COMEX.

Entre janeiro e agosto de 2026 o Brasil importou 25,32 milhões de toneladas, ao menor patamar desde 2023.
O preço médio de importação de matérias-primas até julho de 2026 foi de US$393,2 por tonelada, valor 16,9% maior que a média de 2025, até julho, de US$336,5 por tonelada.
O preço médio na parcial de 2026, até agosto, alcançou o maior patamar para o período do ano desde 2022 e foi 15,9% acima da média entre janeiro e agosto de 2025.
Isso mostra que em 2026 o Brasil tem comprado menos e pagado mais pelo fertilizante importado, o que reforça a preocupação com os custos de produção no campo.
E mudando de assunto, a exportação de soja do Brasil renovou a máxima para um mês de agosto, em 2026 e também no acumulado parcial do ano foi o maior da história.
O Farmnews também comparou os dados da variação do preço em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até o final de agosto.
E além de comparar os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, vale lembrar que também comparamos os valores, em moeda nacional, do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja até agosto de 2026. Clique aqui e confira os dados!
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