Preço da carne bovina segue firme no final de outubro

Scot Consultoria
Farmnews

Apesar da desaceleração das vendas na semana, o preço da carne bovina segue sustentado pela menor disponibilidade no mercado.

As vendas no varejo perderam ritmo nesta semana, como já era esperado para esse período do mês. Com isso, no setor atacadista, os pedidos para reposição de estoques também diminuíram.

No entanto, mesmo com esse cenário, as cotações médias subiram em todos os setores, devido à menor disponibilidade de carne e à firmeza do mercado do boi gordo.

No atacado de carne com osso, os preços subiram para todas as carcaças casadas. O boi capão registrou recorde de preço, enquanto as demais carcaças, que já haviam alcançado máximas históricas, também atingiram novos patamares.

A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 1,0%, sendo negociada em R$25,25/kg, enquanto a do boi inteiro teve alta de 0,8%, cotada em R$24,75/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 0,6%, para R$24,15/kg, e a da novilha avançou 0,8%, cotada em R$24,75/kg.

No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 0,2%, assim como as médias dos cortes do traseiro e do dianteiro.

Entre os cortes do traseiro, quatro subiram, dois caíram e dez permaneceram estáveis. O filé mignon com cordão apresentou a maior variação, com alta de 1,9%.

Entre os cortes do dianteiro, três subiram, um caiu e dois não tiveram alteração. A maior variação foi registrada pela paleta sem músculo, com alta de 0,7%.

No varejo, o preço da carne bovina, valor médio, subiu na maior parte dos estados, com exceção de Mato Grosso do Sul, onde não houve alteração.

Em São Paulo, a média subiu 0,4%, com 11 cortes em alta, quatro em queda e cinco estáveis. A maminha foi o destaque, com valorização de 4,8%.

No Paraná, a média valorizou 0,9%, com 13 cortes em alta, dois em queda e cinco sem alteração. O cupim apresentou a maior variação, com alta de 5,4%.

Em Minas Gerais, a média subiu 0,3%, com nove cortes em alta, oito em queda e três estáveis. O destaque foi o cupim, que valorizou 5,1%.

No Rio de Janeiro, a média apresentou alta de 1,0%, com 15 cortes em alta, quatro em queda e um estável. O músculo apresentou a maior variação, com valorização de 5,9%.

Em Mato Grosso, a média subiu 0,6%. No estado, oito cortes subiram, quatro caíram e oito permaneceram estáveis. O filé mignon sem cordão apresentou a maior variação, com alta de 2,8%.

No Rio Grande do Sul, a média subiu 0,4%, com 11 cortes em alta, quatro em queda e cinco estáveis. A maminha foi o destaque, com valorização de 4,3%.

Em Goiás, a média subiu 0,6%, com oito cortes em alta, sete em queda e cinco estáveis. A maminha foi o corte que mais variou, com alta de 4,1%.

Já em Mato Grosso do Sul, a média permaneceu estável, com oito cortes em alta, 11 em queda e um sem alteração. O peito apresentou a maior variação, com queda de 4,8%.

No curto prazo, a firmeza do mercado do boi gordo e a menor disponibilidade de carne podem manter as cotações sustentadas. No entanto, a tendência é de que as vendas continuem em ritmo lento, o que pode limitar novas altas.

 Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

preço da carne bovina

Os dados da exportação de carne bovina do Brasil subiram na segunda parcial de outubro, quando comparado aos embarques da semana anterior.

Isso porque nos primeiros 7 dias úteis de outubro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 8,76 mil toneladas métricas, valor quase 40,0% abaixo da média diária observada em outubro de 2025 (14,56 mil toneladas métricas).

Na segunda parcial do mês, ou seja, no acumulado até a terceira semana de outubro que inclui 11 dias úteis, os dados médios diários de embarque alcançaram 9,80 mil toneladas diárias, valor acima do reportado nos primeiros 7 dias úteis do mês (8,76 mil toneladas métricas).

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

preço da carne bovina

Veja também que o preço da arroba do bezerro além de renovar a máxima diária nominal no final de outubro, foi cotado pela primeira vez acima de R$550,0.

Em janeiro, a arroba do bezerro custava R$118,6 a mais, ou 37,2% acima da arroba do boi gordo. Em outubro, a diferença chegou a R$175,8, equivalente a um ágio de 46,1% — aumento de 8,9 pontos percentuais no período.

O Farmnews inclusive destacou que o ágio do bezerro voltou a subir em outubro de 2026, pressionando o poder de compra do pecuarista, apesar dos patamares recorde de preço do animal pronto para o abate.

E diante desse cenário de preço recorde de bezerro e relação de troca em queda, um tema ganha cada vez mais importância para o pecuarista, ou seja: quanto posso pagar no bezerro?

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