Venda de carne bovina no mercado doméstico perde força no final de julho

Ivan Formigoni
Farmnews

A venda de carne bovina voltou a perder o ritmo com a chegada do fim do mês, pressionando os preços.

A demanda por carne bovina, tanto com osso quanto desossada, que havia registrado melhora nas semanas anteriores, voltou a recuar – movimento já esperado para o fim do mês – pressionando as cotações em alguns segmentos.

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No mercado atacadista de carne com osso, ainda sustentado pelas vendas da semana anterior, houve alta nos preços das principais categorias de carcaça casada, com exceção da do boi inteiro.

A carcaça do boi capão subiu 0,5%, sendo negociada a R$19,65/kg. Já a do boi inteiro recuou 0,3%, cotada em R$18,65/kg.

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Para a vaca, o aumento foi de 1,4%, comercializada em R$18,15/kg, enquanto a carcaça da novilha teve alta de 0,8%, chegando a R$18,65/kg.

No mercado de carne sem osso, a média das cotações caiu 0,6% na semana.

Os cortes do traseiro recuaram 0,5%, com queda em 15 dos 16 cortes monitorados – com exceção ao músculo traseiro, que subiu 1,4%. Nos cortes do dianteiro, a queda foi de 1,0%, com destaque para o peito (-1,7%), paleta com músculo e acém (-1,5%).

No varejo, houve retração na cotação média de 0,1% nos estados monitorados, com exceção do Paraná, que registrou alta de 0,2%.

Em São Paulo, o principal recuo foi da maminha (-2,2%). Em Minas Gerais, a maior queda foi da alcatra com maminha (-3,3%). Já no Rio de Janeiro, a costela teve a maior desvalorização (-2,5%).

No Paraná, apesar da maior variação apresentada ser negativa – de 2,8% para a picanha –, o cenário foi de alta para 10 dos 21 cortes acompanhados pela Scot Consultoria, contra cinco em baixa e seis sem alteração.

Para o curto prazo, a expectativa é de melhora na venda de carne bovina com o início do mês e a proximidade do Dia dos Pais – fator que pode aquecer o consumo.

No entanto, a entrada em vigor do tarifaço pode reduzir as exportações em um primeiro momento, pressionando os preços no mercado interno como estratégia para escoar a produção e evitar aumento nos estoques.

Dianteiro bovino mais competitivo em julho

No encerramento do mês, o dianteiro avulso ficou cotado a R$15,50/kg, queda de 10,9% ou R$1,90/kg no mês.

A cotação do frango médio especial*, fechou com queda de 10,1%, ou R$0,70/kg, negociado em R$6,20/kg. Com isso, a relação de troca entre o dianteiro avulso e o frango melhorou 0,9%, passando de 2,52kg para 2,50kg – ou seja, com 1kg de dianteiro, é possível adquirir menos frango do que no início do mês.

Para o suíno atacado especial**, a cotação regrediu 7,0% ou R$0,90/kg no mês, cotado em R$11,90/kg.  A relação de troca entre a carne bovina (dianteiro) e a suína teve melhora de 4,2%, passando de 1,36kg para 1,30kg – indicando uma redução na quantidade de carne suína comprada com 1kg de dianteiro.

*Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.
**Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.

A Tabela apresenta os dados do preço médio dos cortes no atacado no final de julho e, a respectiva variação semanal, mensal e anual.

venda de carne bovina

E mudando de assunto, o preço futuro do boi gordo mostrou recuperação ao longo da segunda metade de julho, encerrando o mês precificando alta de 6,6% para agosto. Clique aqui e confira!

O Farmnews também comparou o preço da carne bovina para exportação com o preço do boi gordo, mostrando o aumento do ágio e a margem potencial da indústria frigorífica no segmento (clique aqui).

E nesse contexto, o Farmnews tem destacado para a recuperação no preço da carne bovina brasileira no mercado internacional alcançando, em julho de 2025, o maior patamar desde outubro de 2022. Clique aqui e confira os dados!

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!