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Derivativos Climáticos: sabia que existe recurso de mitigar riscos do clima?

Você já ouviu falar de Derivativos Climáticos e que existem ferramentas para mitigar os riscos associados na esses eventos no meio rural?

Nos últimos anos, a volatilidade climática emergiu como um dos maiores desafios para empresas e governos em todo o mundo. As mudanças climáticas estão causando eventos climáticos extremos mais frequentes e imprevisíveis, impactando setores como agricultura, energia, seguros e logística.

Diante dessa realidade, os derivativos climáticos surgem como ferramentas essenciais para mitigar os riscos associados a eventos indesejados do clima, no campo!

O que são Derivativos Climáticos?

Os derivativos climáticos são instrumentos financeiros cujo valor é derivado de variáveis climáticas, como temperatura, precipitação, velocidade do vento e índices de tempestades. Esses instrumentos permitem que empresas e investidores protejam-se contra perdas financeiras decorrentes de eventos climáticos adversos.

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Tipos de Derivativos Climáticos

  1. Swaps Climáticos: Contratos em que duas partes concordam em trocar pagamentos com base em diferenças entre os valores reais de variáveis climáticas e valores acordados antecipadamente.
  2. Opções Climáticas: Contratos que conferem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo climático a um preço específico em uma data futura.
  3. Contratos Futuros Climáticos: Acordos para comprar ou vender um ativo climático em uma data futura específica a um preço pré-determinado.
  4. Contratos a Termo Climáticos: Acordos onde as partes se comprometem a comprar ou vender um ativo climático a um preço determinado em uma data futura, semelhante aos contratos futuros, mas com uma diferença fundamental: os contratos a termo não são padronizados e são negociados diretamente entre as partes, o que oferece maior flexibilidade em termos de termos e condições.

Utilização e Benefícios

Os derivativos climáticos são amplamente utilizados em diversos setores:

  • Agricultura: Produtores agrícolas utilizam derivativos para proteger suas colheitas contra condições climáticas adversas, como secas ou geadas.
  • Energia: Empresas de energia usam derivativos para gerenciar riscos relacionados a variações na oferta e demanda de energia devido a mudanças climáticas.
  • Seguros: Companhias de seguros utilizam derivativos para mitigar os riscos de grandes eventos climáticos, como furacões e inundações, que podem resultar em grandes perdas seguradas.
  • Turismo e Lazer: Empresas no setor de turismo e lazer usam derivativos para se proteger contra perdas financeiras decorrentes de condições climáticas desfavoráveis, como temperaturas anormalmente altas ou baixas.

Desafios e Limitações

Embora os derivativos climáticos ofereçam vantagens significativas na mitigação de riscos climáticos, há desafios a serem considerados:

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  • Complexidade: Os derivativos climáticos podem ser complexos de entender e implementar, exigindo expertise técnica e conhecimento especializado.
  • Disponibilidade de Dados: A precisão dos derivativos climáticos depende da disponibilidade e qualidade dos dados climáticos, que podem variar de região para região.
  • Riscos de Base: Os derivativos climáticos estão sujeitos a riscos de base, incluindo mudanças regulatórias, liquidez do mercado e eventos inesperados que podem afetar os preços dos ativos subjacentes.
  • Escassez de opções: Em muitos casos, os derivativos climáticos são negociados no mercado de balcão, o que pode limitar as opções disponíveis para os investidores. No entanto, alguns anos após seu lançamento em 1997, a Chicago Mercantile Exchange (CME) introduziu contratos futuros padronizados para algumas cidades, principalmente localizadas nos Estados Unidos, oferecendo assim uma alternativa mais acessível e transparente para os investidores interessados nesse mercado.

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Vinicius Steniski

Analista CNPI de commodities e agro do TC Matrix.

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