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Custos de produção seguem em queda, mas margem do confinamento também caiu

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Os custos de produção continuam em patamares historicamente baixos para o confinamento brasileiro. O problema é que em maio o mercado do boi gordo caiu mais do que os custos, reduzindo parte da margem!

Em maio de 2026, o ICBC alcança a marca de 108 edições publicadas, completando 9 anos de acompanhamento mensal dos custos de produção de bovinos confinados.

São nove anos de coleta de dados, análises e divulgação contínua de informações que ajudam a compreender a dinâmica econômica da atividade e apoiam a tomada de decisão dentro dos confinamentos.

A consistência dessa série histórica é resultado do trabalho conjunto entre pesquisadores, estudantes, confinadores, empresas parceiras e profissionais que acreditam na importância da gestão baseada em números.

Cenário de maio

Os custos de produção continuam em patamares historicamente baixos para o confinamento brasileiro. O problema é que em maio o mercado do boi gordo caiu mais do que os custos, reduzindo parte da margem observada nos meses anteriores.

O que aconteceu com os custos?

Quando olhamos os números do ICBC, vemos que os custos de produção permanecem estáveis em São Paulo e continuam em trajetória de queda em Goiás.

Na comparação com maio do ano passado, os custos acumulam redução próxima de 7% em São Paulo e de 16% em Goiás.

Ou seja, produzir arrobas hoje continua mais barato do que há um ano.

Gráfico 01.

O que explica isso?

O principal motivo continua sendo a alimentação.

Milho e farelo de soja, que são os dois principais componentes energéticos e proteicos das dietas, seguem mais baratos do que em 2025.

Isso reduz diretamente o custo da dieta e, consequentemente, o custo da diária-boi.

Como ficou a diária-boi?

Gráfico 02.

custo de produção

São números que reforçam um cenário ainda bastante competitivo para o confinamento.

E a arroba produzida?

O custo da arroba produzida ficou em:

  • R$263 em São Paulo médio;
  • R$258 em São Paulo grande;
  • R$220 em Goiás.

Praticamente sem grandes alterações em relação aos meses anteriores.

Onde está o ponto de atenção?

O ponto de atenção não está no custo.

O ponto de atenção está na receita.

São Paulo:

  • R$345,40/@
  • variação de -4,18% em relação a abril de 2026

Goiás:

  • R$327,42/@
  • variação de -4,91% em relação a abril de 2026

Ou seja, o confinador continuou produzindo com custos controlados, mas vendeu sua arroba por um preço menor.

O que aconteceu com a margem?

Isso fez com que o spread entre preço de venda e custo da arroba produzida diminuísse em relação a abril.

Mas aqui tem um detalhe importante:

Mesmo com essa redução, os spreads continuam bastante positivos.

Estamos falando de aproximadamente:

  • R$82 por arroba no CSPm;
  • R$87 por arroba no CSPg;
  • R$107 por arroba em Goiás.

Ou seja, a margem ficou menor do que no mês passado, mas continua acima da média histórica observada nos últimos anos.

Fechamento

A principal mensagem do ICBC deste mês é a seguinte:

O custo deixou de ser o principal problema do confinamento neste momento.

Agora a atenção do produtor precisa estar cada vez mais voltada para estratégia de compra, gestão de risco e comercialização.

Porque a diferença entre ganhar e perder dinheiro está ficando muito mais dependente da receita do que do custo de produção.

E mudando de assunto, análise feita pelo Aegro Insights com base em 270 mil notas fiscais aponta que a falta de dados de referência na hora da negociação penaliza a rentabilidade das propriedades na compra do insumo.

O fato é que, em um cenário de margens cada vez mais estreitas para commodities como soja e milho, a consistência nas compras passa a ser um diferencial competitivo obrigatório. O levantamento indica que o controle rigoroso de custos e ferramentas tecnológicas de comparação de mercado são os caminhos mais eficientes para retirar o fator “sorte” da gestão financeira e garantir a sustentabilidade do negócio no campo. Clique aqui e saiba mais!

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