Os dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram agosto de 2026 indicando queda frente a 2025, mas acima do mês anterior.
Isso porque na média dos cinco primeiros dias úteis de agosto de 2026, o embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 10,49 mil toneladas métricas.
O valor da primeira parcial de agosto, embora abaixo de agosto de 2025, quando a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de 12,79 mil toneladas, ficou acima do mês anterior.
Isso porque em julho de 2026 a média diária de embarque foi de 9,91 mil toneladas métricas.
E por falar em julho de 2026, vale lembrar que em julho de 2026 a exportação total de carne bovina do Brasil caiu 17,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
Em julho de 2026 o Brasil comercializou o equivalente a 227,94 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto no mesmo período de 2025 as vendas alcançaram 276,88 mil toneladas métricas.
A queda era esperada, já que os dados parciais de venda de carne bovina do Brasil sinalizavam perda no mês e, muito disso, claro, relacionado ao desempenho das exportações para a China, nosso maior comprador.
O fato é que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.
Mas não foi apenas os EUA que aumentaram o ritmo de compra em julho de 2026. Os países da UE aumentaram o ritmo de compra e os embarques para o bloco europeu foi o maior para um mês de julho em 20 anos. Clique aqui e confira os dados!
E voltando a agosto, o recorde de vendas para um mês de agosto aconteceu justamente em 2025, quando o Brasil embarcou para o mercado internacional 268,54 mil toneladas métricas de carne bovina.
As vendas de agosto de 2026, ainda que parciais, ficaram 18,0% abaixo da média diária de embarque de agosto de 2025.
E mesmo com a queda nas vendas para a China, o preço do boi gordo segue mais estável e, com o mercado futuro, embora volátil, precificando gradativo movimento de recuperação, especialmente para os contratos que vencem a partir de outubro.
A máxima de 2026 é esperada para acontecer em dezembro de 2026, de acordo com os dados da B3.
Nesse contexto, vale destacar que o preço futuro do boi gordo iniciou a segunda semana de agosto em alta e, aumentando a expectativa de valorização em relação ao físico.
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