O fim do aplicativo no talhão? Operadores de máquina preferem o WhatsApp

Ivan Formigoni
Farmnews

Abrir um aplicativo no meio do talhão exige três coisas que o operador raramente tem: internet, mãos livres e paciência com o sol batendo no visor. O WhatsApp exige só uma: apertar o botão de áudio.

Nova ferramenta entende o áudio gravado dentro da cabine e registra abastecimento, manutenção e estoque sem parar o trabalho

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Tela cheia de sol, dedo sujo, três toques até achar o campo certo. Nenhum operador quer abrir aplicativo em cima do trator. Foi dessa constatação que nasceu o Aegrozap, ferramenta da Aegro que deixa o registro da fazenda acontecer por uma mensagem no WhatsApp.

A pergunta que deu origem à ferramenta era simples: qual é o recurso que o produtor rural mais usa todos os dias? “A resposta é meio óbvia, é a que tem menos fricção, que é o WhatsApp”, diz Maurício Schneider, CEO da Aegro. “Você já coordena ali a equipe, já negocia insumo, já conversa com a família, tudo é feito por ele. Então por que a Aegro não usa o WhatsApp pra gerenciar a fazenda?”

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Foi esse comportamento que a Aegro decidiu aproveitar em vez de tentar mudar. Meses depois de chegar às fazendas, o Aegrozap confirmou o que a equipe já suspeitava: quem está com a mão na massa não troca o WhatsApp por mais um aplicativo.

“Pra quem está com a mão na massa, é difícil parar o trabalho no campo e navegar por várias telas de um aplicativo. Agora não precisa fazer isso: basta mandar um áudio, uma foto, uma mensagem simples de texto pra registrar abastecimento, manutenção, consultar o estoque. A tecnologia fala a língua do produtor, se adapta à rotina dele, e não o contrário. O Aegrozap é o secretário de campo que nunca deixa a informação se perder”, explica Schneider.

Curioso com a nova ferramenta? Veja como funciona aqui.

Por que o operador prefere o WhatsApp ao aplicativo

Abrir um aplicativo no meio do talhão exige três coisas que o operador raramente tem: sinal de internet estável, as duas mãos livres e paciência para navegar até a tela certa com o sol batendo no visor. O WhatsApp exige só uma: apertar o botão de áudio.

Um áudio de 9 segundos como “Abastecimento Hércules 6.0, fazenda Planalto, 250 litros” já é suficiente. O Aegrozap interpreta, preenche os campos, pergunta se faltar algum dado e mostra um resumo antes de gravar. O registro só entra no Aegro com a confirmação do operador. Fotos e áudios enviados ficam anexados ao lançamento, disponíveis para o gestor conferir depois.

Do trator ao galpão: o que a ferramenta registra

Abastecimento de máquinas. O operador manda o áudio de dentro da cabine, uma foto do horímetro ou uma mensagem de texto, sem descer da máquina e sem procurar o caderno.

Manutenção de máquinas. Mesmo fluxo: o operador descreve o serviço, o assistente organiza os campos e o responsável confirma.

Movimentação de estoque. Quem retira o insumo do galpão dá a saída pelo WhatsApp na hora da retirada, não no fim do dia, quando já não lembra a quantidade exata.

Além dos registros, dá para consultar em tempo real o saldo de insumos, as safras ativas, os maquinários e os rateios salvos, direto na conversa.

O sistema se adaptou ao operador, não o contrário

O assistente foi treinado com o vocabulário do campo e para filtrar ruído de fundo, como vento forte e motor em funcionamento, entendendo o áudio gravado em condição real de trabalho. Quando o operador não lembra o nome exato da máquina ou da safra, basta pedir uma listagem e escolher na lista.

O resultado, meses depois de chegar à rotina das fazendas, é que o registro deixou de depender da disciplina de quem está na ponta e passou a depender só do hábito que ele já tinha: mandar mensagem no WhatsApp. O Aegrozap está disponível para todos os clientes dos planos pagos da Aegro.

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!