Ágio do preço futuro do boi gordo para outubro no maior valor desde janeiro

Ivan Formigoni
Farmnews

O ágio do preço futuro do boi gordo para outubro voltou a subir em julho, descolando do valor atual da arroba no físico.

Apesar da pressão negativa no curto prazo, o cenário se mostra mais otimista, especialmente nos meses finais do ano, com a expectativa de valorização da arroba cada vez maior.

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O preço do boi gordo para outubro, voltou inclusive a se aproximar de R$350,0 por arroba em julho (7), no maior patamar desde o final de junho, enquanto o preço da arroba no mercado físico acumula perda no mês (primeira Figura).

E vale destacar aqui que o preço do boi gordo voltou a subir no mercado físico, após forte sequência de queda. Na B3 os preços subiram pelo segundo dia consecutivo em julho (7). Clique aqui e saiba mais!

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O mercado futuro (B3) precifica contínua recuperação de preço da arroba do boi gordo ao longo dos meses de 2026. O destaque, contudo, fica com o vencimento de janeiro de 2027, cotado acima de R$365,0 por arroba em julho (7).

A Figura ilustra a evolução diária do preço do boi gordo (Datagro) e do preço esperado para outubro (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba, ao longo de 2026.

Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

O ágio do preço futuro do boi gordo para outubro, em relação ao físico, descolou, para cima, em junho e alcançou o maior patamar desde janeiro (segunda Figura).

Isso porque a diferença entre o preço esperado da arroba para outubro e o atual (Datagro) foi d R$14,4 por arroba em julho (7), o maior patamar desde janeiro.

Esse descolamento aconteceu muito mais pela queda no preço da arroba no físico do que pela alta na expectativa futura, como temos destacado no Farmnews. No entanto, a tendência é que os preços da B3, apesar da volatilidade, voltem a se recuperar.

A Figura apresenta os dados da evolução diária da diferença entre o preço esperado do boi gordo para outubro de 2026 (B3, valor de ajuste), em relação ao físico, em Rais por arroba, ao longo do ano.

ágio do preço futuro do boi gordo
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

eja também que os primeiros dados da exportação de carne bovina do Brasil em julho de 2026 mostraram alta frente ao valor praticado em 2025.

Isso porque nos primeiros 3 dias úteis de julho, a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 15,05 mil toneladas métricas, valor 25,1% acima da média de venda de julho de 2025 (12,03 mil toneladas) que, considerou 23 dias úteis.

Em valores absolutos, a exportação de carne bovina somou 45,17 mil toneladas métricas na primeira parcial de julho, valor 16,3% do que foi observado em julho de 2025 (278,66 mil toneladas métricas). O mês de julho de 2025, é importante destacar, incluiu dados de 23 dias úteis.

A receita de exportação de carne bovina do Brasil renovou a máxima histórica em junho de 2026, alcançando US$1,82 bilhão. O valor alcançando em junho de 2026 de US$1,82 bilhão foi 39,2% acima do valor observado no mesmo período de 2025 (US$1,31 bilhão) e 3,0% acima do recorde anterior, de outubro de 2025 (US$1,77 bilhão).

Cabe ressaltar que a exportação de bovinos vivos do Brasil, em faturamento, mais que triplicou em junho de 2026 frente ao mesmo período de 2025. Pois é, além do recorde de exportação de carne bovina para um mês de junho, em 2026, o Brasil também renovou a máxima quando o assunto é a comercialização de bovinos vivos para o mercado internacional.

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!