Preço da carne bovina no atacado: alta na segunda semana de agosto

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço da carne bovina no atacado subiu na segunda semana de agosto, com a oferta mais restrita de animais para o abate!

Após uma semana inteira mais aquecida, as vendas voltam a cair com a redução do poder aquisitivo do consumidor.

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Após uma semana de maiores vendas no varejo, somada ao fim de semana, que ganhou força após o recebimento dos salários na última sexta-feira (7/8) e com o domingo de comemoração do Dia dos Pais, as vendas perderam o ritmo. No período, a demanda foi mais voltada para cortes de primeira e para churrasco.

No atacado, as vendas também foram diminuindo ao longo desta semana, sem muitos pedidos para reposição de estoques. Ainda assim, os preços se mantiveram sustentados, reflexo da menor oferta de bovinos e da sustentação das cotações do boi gordo.

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O preço da carne bovina no atacado, subiu para todas as carcaças.

A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 1,3%, negociada em R$24,00/kg, enquanto a do boi inteiro subiu 1,1%, cotada em R$23,45/kg. Para as fêmeas, a alta da carcaça casada da vaca foi de 1,3%, apregoada em R$22,95/kg, e para a da novilha, de 2,0%, comercializada em R$23,15/kg.

No atacado de carne sem osso, a média subiu 3,7%, com todos os 22 cortes monitorados em alta.

A média dos cortes do traseiro subiu 3,6%, com destaque para a alcatra com maminha, que subiu 5,8%. Já a média dos cortes do dianteiro valorizou 3,9%, com a maior variação para o lombinho, que teve alta de 9,5%.

No varejo, o movimento dos preços foi distinto entre os estados.

Em São Paulo, a média subiu 0,5%, com nove cortes em alta, seis em queda e cinco sem alteração. O destaque ficou para o miolo de alcatra, que subiu 3,3%.

Em Minas Gerais, o ajuste também foi positivo, de 0,3%, com oito cortes em alta, oito permanecendo estáveis e os outros quatro em queda. A maior variação foi registrada pelo cupim, que subiu 4,2%.

Em Mato Grosso*, a média subiu 0,8%, com dez cortes estáveis, nove em alta e um em queda. O músculo foi o destaque, com alta de 4,3%.

Mato Grosso do Sul* também registrou alta na média em relação à última semana, de 0,2%. No estado, oito cortes subiram, oito caíram e quatro ficaram estáveis. O destaque ficou para o lagarto, que caiu 5,3%, seguido pela fraldinha, que subiu 5,1%.

Por outro lado, a média do Paraná caiu 0,8%, com 13 cortes em queda, quatro em alta e três estáveis. O destaque foi o lagarto, que caiu 4,0%.

No Rio de Janeiro, a média recuou 0,5%, com nove cortes em queda, sete em alta e quatro sem alteração. O contrafilé foi o corte que apresentou a maior variação, com queda de 4,4%.

Em Goiás*, a cotação média caiu 0,2%, com a maior variação sendo a queda de 5,3% do coxão mole. No estado, nove cortes subiram, cinco caíram e seis seguiram sem alteração.

No Rio Grande do Sul, a média também caiu, 0,7% em relação à semana anterior, com oito cortes em queda, seis em alta e seis estáveis. A alcatra completa registrou a maior variação, com queda de 4,2%.

No curto prazo, a tendência é de que as vendas diminuam com a redução do poder aquisitivo do consumidor na entrada da segunda quinzena, que tendem a migrar para proteínas mais baratas.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Saiba também que em julho de 2026 a exportação de bovinos vivos do Brasil alcançou o equivalente a US$102,55 milhões, além do maior patamar para o período do ano, pela primeira vez superando os US$100,0 milhões em vendas em um mês de julho.

O preço foi o grande destaque de 2026, o com o valor médio de venda dos bovinos vivos do Brasil cotado a US$3,27 por kg, valor muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores. Em julho de 2025, por exemplo, o preço médio foi de US$2,17 por kg.

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 13-agro)
**A partir de 13/8/26, foram inseridas as cotações médias no varejo dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul.
***Corte com osso (minga, ripa)

E mudando de assunto, os dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram agosto de 2026 indicando queda frente a 2025, mas acima do mês anterior.

Isso porque na média dos cinco primeiros dias úteis de agosto de 2026, o embarque de carne bovina do Brasil foi de, em média, 10,49 mil toneladas métricas.

O valor da primeira parcial de agosto, embora abaixo de agosto de 2025, quando a média diária de embarque de carne bovina do Brasil foi de 12,79 mil toneladas, ficou acima do mês anterior. Em julho de 2026 a média diária de embarque foi de 9,91 mil toneladas métricas.

Veja também que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.

Mas não foi apenas os EUA que aumentaram o ritmo de compra em julho de 2026. Os países da UE aumentaram o ritmo de compra e os embarques para o bloco europeu foi o maior para um mês de julho em 20 anos. Clique aqui e confira os dados!

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Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!