O Farmnews apresenta os dados da exportação de soja do Brasil para a China no 1° semestre, entre 2018 e 2026.
E antes de falar em China, é importante salientar que a exportação de soja do Brasil na primeira metade de 2026 foi recorde histórico (primeira Figura).
Isso porque o Brasil comercializou 69,57 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2026, valor acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores. Vale observar que a venda de soja na primeira parte dos anos anteriores ficou praticamente estável.
A Figura apresenta os dados de exportação total de soja do Brasil, em milhões de toneladas, entre janeiro e junho, de 2018 a 2026, segundo dados da COMEX.

A exportação de soja do Brasil para a China, por outro lado, ficou estável na primeira parte de 2026 frente ao mesmo período de 2025. As vendas para o país asiático somaram 48,32 milhões de toneladas, valor pouco abaixo do observado em 2025 (48,41).
O importante é observar que enquanto a exportação de soja do Brasil para a China ficou praticamente estável entre janeiro e junho de 2026, frente a 2025, as vendas totais do produto brasileiro para o mercado internacional foram recordes no período no ano. Isso mostra que a participação chinesa na exportação de soja brasileira caiu em 2026.
No 1° semestre de 2026 a participação chinesa nos embarques totais de soja do Brasil foi de 69,5%, o menor patamar para o período do ano desde 2023. Vale lembrar que em 2025 a participação chinesa nos embarques de soja do Brasil foi de 74,5%.
A Figura apresenta os dados de exportação total de soja do Brasil para a China, em milhões de toneladas, entre janeiro e junho, de 2018 a 2026, segundo dados da COMEX.

Saiba também que o preço da soja voltou a subir forte, impulsionado pelo alerta climático nos EUA e do câmbio, além da forte demanda externa.
O preço da soja (Cepea, Paranaguá-PR) se aproximou de R$140,0 por saca em julho (6), patamar não alcançado desde o início de 2026 e também cotado acima do valor praticado no mesmo período de 2025
O preço da soja, valor médio na parcial de julho (até o dia 6), de R$136,0 por saca foi o maior desde dezembro de 2025 (segunda Figura), mas ainda pouco abaixo do valor praticado no mesmo período de 2025 (R$136,9).
E mudando de assunto, o mercado de fertilizantes segue pressionado, mas a queda de preço dos nitrogenados foi menor nos primeiros dias de julho e isso merece atenção dos compradores.
O mercado de fertilizantes segue preocupado com os gargalos logísticos dos navios nos portos com a retomada do tráfego no estreito de Ormuz.
E por falar em custos de produção, você sabia que dados da Aegro Insights na safrinha mostram que, no mesmo estado, no mesmo ciclo, o custo de insumos variou 89% entre o mais enxuto e o mais caro! Pois é, clique aqui e saiba mais do assunto!
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