O preço da carne bovina refletiu a baixa demanda e foi mais pressionada no final da segunda metade de junho.
Mesmo com a Copa do Mundo, as vendas não ganharam o fôlego esperado e acompanharam a sazonalidade característica da segunda metade do mês.
Apesar da expectativa de vendas mais aquecidas no fim de semana, impulsionadas pelo jogo do Brasil na Copa do Mundo, o ritmo dos negócios no varejo seguiu a sazonalidade típica do período, perdendo fôlego com a virada da quinzena, quando o consumidor tende a ter menor poder aquisitivo e a optar por proteínas mais acessíveis.
No atacado, refletindo o cenário observado no varejo, os pedidos de reposição de estoques foram mais comedidos.
No atacado de carne com osso, apesar desse movimento e ainda sob a influência do desempenho razoável da semana anterior, os preços das carcaças casadas apresentaram comportamentos distintos.
Nesse contexto, a cotação da carcaça casada do boi capão recuou 0,2%, negociada em R$23,95/kg. Por outro lado, a do boi inteiro registrou alta de 1,3%, apregoada em R$23,30/kg. Entre as fêmeas, as carcaças casadas subiram 0,9%, com a da vaca cotada em R$22,45/kg e a da novilha em R$22,60/kg.
No atacado de carne desossada, a média recuou 0,4%, pressionada pela queda de 17 dos 22 cortes acompanhados.
Entre os cortes do traseiro, a média caiu 0,4%, com 11 cortes em baixa, dois em alta e três estáveis. A maior variação foi observada no filé mignon com cordão, que recuou 1,4%.
Nos cortes do dianteiro, a média teve queda de 0,6%, com os seis cortes pesquisados registrando desvalorização. O destaque foi o peito, que caiu 1,0%.
No varejo, o comportamento de preço da carne bovina variou entre os estados.
Em São Paulo, após as quedas observadas nas últimas semanas para estimular as vendas, a média subiu 0,5%, com 13 cortes em alta, seis em queda e um estável. A maior variação foi a valorização de 4,3% do miolo de alcatra.
Em Minas Gerais, a média também apresentou alta, de 0,8%, resultado do aumento de preços em 12 cortes, frente a quatro quedas e quatro sem alteração. O destaque foi a fraldinha, que registrou alta de 5,2%.
Já no Paraná, a média recuou 0,7%, com 13 cortes em queda, cinco em alta e dois estáveis. A alcatra com maminha foi o corte que mais variou, com retração de 4,8%.
No Rio de Janeiro, a média também apresentou desvalorização de 0,6%, puxada pela queda de 11 cortes, enquanto quatro subiram e cinco permaneceram estáveis. Apesar disso, a maior variação individual foi observada na costela, que registrou alta de 4,8%.
No curto prazo, com o decorrer do mês, a expectativa é de manutenção desse cenário.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Apesar da fraca demanda doméstica na parcial de junho, a exportação de carne bovina do Brasil caminha para renovar a máxima de venda no período do ano em 2026.
Mesmo com a queda nos embarques na segunda semana de junho, frente à anterior, a exportação de carne bovina do Brasil caminha para novo recorde para o período do ano, em 2026.
E é sempre importante lembrar que a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 261,94 mil toneladas métricas em maio de 2026, valor 20,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (218,07 mil toneladas). No acumulado entre janeiro e maio de 2026, os embarques de carne bovina in natura do Brasil somaram 1,21 milhão de toneladas métricas, valor 16,2% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025 (1,04 milhão de toneladas).
E além do recorde de venda de carne bovina, a exportação de bovinos vivos do Brasil também foi recorde para um mês de maio, em 2026, com destaque a alta do preço dos animais.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

O preço do boi gordo iniciou a segunda metade de junho mais pressionado, após uma primeira metade do mês em recuperação.
O fato é que os compradores se mantêm mais cautelosos em repor estoques devido as incertezas relacionadas a exportação de carne bovina assim que o limite de cota de venda para a China for alcançado. E isso reflete na menor intenção de compra e a oferta de preços mais baixos no valor da arroba. É um período de indefinição!
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