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Preço do boi gordo, bezerro, milho e soja até a primeira quinzena de abril de 2026

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O preço do boi gordo foi o destaque positivo na parcial de abril, assim como no acumulado do ano, com a maior alta frente ao bezerro, milho e a soja!

O preço do boi gordo (Cepea) encerrou a primeira metade de abril (15) renovando a máxima nominal histórica, cotado a R$367,3 por arroba. O valor de R$367,3 por arroba foi 3,2% acima do valor que encerrou março (R$356,0) e 15,1% maior que o último preço praticado em 2025 (R$319,2).

A alta no preço do boi gordo foi maior que a observada para o bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) que também renovou a máxima histórica em abril (15), cotado a R$3.366,2 por cabeça. O valor da categoria de reposição no final da primeira metade de abril foi 2,2% maior que o valor praticado no final de março e 9,8% acima do valor que encerrou 2025. Isso mostra que o boi gordo segue acumulando maior valorização que o bezerro ao longo de 2026 (Figura).

E ao contrário do boi gordo e do bezerro, o milho e a soja acumulam perda em 2026, tanto considerando apenas o mês de abril, como no acumulado parcial do ano.

A Figura a seguir apresenta a variação do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e soja (Cepea, Paranaguá-PR), no acumulado até a primeira quinzena de abril de 2026.

preço do boi gordo
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

O preço do boi gordo, além dos patamares recordes nominais em abril de 2026, segue acumulando alta maior que o bezerro no ano, o que tem contribuído para amenizar uma cada vez mais pressionada relação de troca.

Vale destacar que o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro caiu na parcial de abril, alcançando inclusive o menor patamar de 2026, embora siga acima dos valores observados nos meses de abril, até 2022. Isso mostra que embora acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores, o poder de compra do pecuarista que depende da reposição no mercado melhorou ao longo de 2026.

No entanto, apesar da maior alta no preço do boi gordo quando comparado ao valor que encerrou 2025, na base anual de comparação, o preço médio do bezerro em abril de 2026 acumulou alta maior que o animal pronto para o abate (Tabela).

A Tabela abaixo apresenta os dados médios nominais do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), nos meses de abril, entre 2018 e a parcial de 2026.

preço do boi gordo

O preço médio do boi gordo (Cepea) na primeira metade de abril de 2026 foi cotado a R$364,2 por arroba, valor 12,4% acima do praticado em abril de 2025 (R$324,0) e no maior valor para o período do ano e de toda a série histórica em valor nominal.

O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi cotado, em média, a R$3.321,7 por cabeça, alta de 17,7% frente a abril de 2025 (R$2.821,7) e no maior patamar histórico em valor nominal.

No sentido oposto, os preços dos grãos, milho e soja, na parcial de abril de 2026 caíram frente a abril de 2025, com destaque a maior queda do milho, de quase 20,0%.

A exportação de bovinos vivos do Brasil disparou em março e no 1° trimestre de 2026, alcançando patamares recordes e muito acima dos anos anteriores. Assim como para a exportação de carne bovina brasileira, a venda de bovinos vivos do Brasil tem alcançado patamares recordes em 2026, muito acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.

Como temos destacado no Farmnews, a exportação de carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional. Mas os bovinos vivos do Brasil também estão. E, como estão!

E novo recorde de exportação de carne bovina é esperado em abril justamente porque o Brasil apresentou uma média diária de embarque de carne bovina in natura de 13,89 mil toneladas métricas nos primeiros 7 dias úteis de abril de 2026, valor 15,1% acima do que foi observado em abril de 2021, quando em 20 dias úteis, a média diária de embarque ficou em 12,07 mil toneladas métricas.

Além da venda internacional aquecida, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.

É importante destacar também que o preço futuro do boi gordo segue cada vez mais descolado do mercado físico em abril e, embora movimentos especulativos sejam comuns no mercado financeiro, isso aumenta a insegurança do produtor e igualmente pode afastar o investidor Pessoa Física da B3. Isso merece atenção!

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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