O preço futuro do boi gordo segue cada vez mais descolado do mercado físico, precificando uma diferença que chega a mais de R$30,0 por arroba para o vencimento em julho de 2026.
Como temos destacado no Farmnews, no mercado financeiro se negociam expectativas futuras, onde os movimentos especulativos, muitas vezes, tem por objetivo fazer prevalecer um viés (uma tendência) ou mesmo aumentar a volatilidade.
No entanto, esses movimentos especulativos oscilam, normalmente, respeitando uma referência de preço, que é justamente o preço do boi gordo no mercado físico que, aliás, segue renovando as máximas históricas.
Claro, descolamentos acontecem e são comuns. No entanto, os atuais patamares dessa diferença entre o preço esperado e atual da arroba, especialmente para os contratos mais próximos do vencimento, chama a atenção (primeira Figura).
A Figura ilustra a diferença do preço esperado do boi gordo (B3, valor de ajuste) frente a referência no físico (Datagro), em Reais por arroba, para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em abril (13).

O preço futuro do boi gordo segue cada vez mais descolado do mercado físico e, embora movimentos especulativos sejam comuns no mercado financeiro, isso aumenta a insegurança do produtor e igualmente pode afastar o investidor Pessoa Física da B3.
Veja que em abril (13) o mercado futuro do boi gordo precifica forte queda para todos os contratos com vencimento em aberto na B3.
Por outro lado, no começo do mês, em abril (1), embora igualmente já indicava uma tendência de queda para os vencimentos ao longo da segunda metade de 2026, essa perda era até certo ponto moderada (segunda Figura) e justificada pelos receios relacionados à exportação para a China.
A Figura ilustra a diferença do preço esperado do boi gordo (B3, valor de ajuste) frente a referência no físico (Datagro), em Reais por arroba, para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em abril (1).

O importante é destacar que no início de abril (1) a diferença entre o contrato para vencimento em julho de 2026, frente ao valor praticado no físico, por exemplo, era de R$7,0 por arroba. Em abril (13) esse valor saltou para mais de R$30,0 por arroba e, com o mercado físico renovando as máximas nominais.
O contrato para maio de 2026, o de maior número de posições em aberto na B3, iniciou o mês de abril precificando alta frente ao físico e na parcial de abril (13) ficou quase R$15,0 por arroba abaixo da referência Datagro.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (13).

E entre os dias 6 e 13 de abril, enquanto o valor da arroba do boi gordo no mercado físico subiu mais de 1,0%, os preços dos contratos futuros caíram, sem exceção, com destaque a perda para os vencimentos de junho e julho (Tabela). Como temos destacado, como os vencimentos mais próximos do final do ano já vinham mais pressionados, a queda acumulada na parcial de abril foi proporcionalmente menor comparado àqueles com vencimentos mais próximo.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e novembro de 2026, em Reais por arroba.

E mudando de assunto, a exportação de bovinos vivos do Brasil disparou em março e no 1° trimestre de 2026, alcançando patamares recordes e muito acima dos anos anteriores. Assim como para a exportação de carne bovina brasileira, a venda de bovinos vivos do Brasil tem alcançado patamares recordes m 2026, muito acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.
Como temos destacado no Farmnews, a exportação de carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional. Mas os bovinos vivos do Brasil também estão. E, como estão!
E novo recorde de exportação de carne bovina é esperado em abril justamente porque o Brasil apresentou uma média diária de embarque de carne bovina in natura de 13,89 mil toneladas métricas nos primeiros 7 dias úteis de abril de 2026, valor 15,1% acima do que foi observado em abril de 2021, quando em 20 dias úteis, a média diária de embarque ficou em 12,07 mil toneladas métricas.
Além da venda internacional aquecida, o consumo doméstico de carne bovina para 2026, no Brasil, foi revisado para cima em abril. O consumo de carne bovina no Brasil em 2026 foi revisado de 7,75 milhões de toneladas em equivalente carcaça para 8,15 milhões de toneladas, aumento de 5,1% frente a expectativa apresentada em dezembro de 2025.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!





