O ágio do bezerro frente ao boi gordo subiu em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, mas segue distante da máxima para o período do ano, de 2021.
Com o preço do boi gordo e do bezerro renovando as máximas históricas em abril de 2026, é importante comparar o ágio do valor da arroba entre as categorias, afinal de contas, isso reflete no poder de compra do pecuarista. E será que a relação de troca está favorável em abril de 2026?
O Farmnews tem destacado para os patamares recordes do ágio do bezerro ao longo dos últimos anos, especialmente quando o preço da categoria de reposição é avaliado em arrobas. Isso porque o preço do bezerro em arrobas tem subido mais que o preço do animal avaliado em cabeça. O peso médio de venda tem caído em 2026, como temos discutido por aqui.
É importante destacar que, embora o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado tenha caído frente ao mesmo período dos anos anteriores, o ágio do bezerro frente ao boi gordo, em abril de 2026, segue distante dos patamares mais altos para o período do ano (primeira Figura). Isso mostra que, diante da fase do ciclo pecuário, o poder de compra em abril de 2026 não é dos piores quando comparado os ciclos de alta anteriores. A recuperação recente no preço do boi gordo contribuiu e, muito, com esse cenário, diferente do que vinha sendo observado nos meses anteriores!
A Figura a seguir apresenta o ágio médio do preço da arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) em relação ao preço da arroba do boi gordo (Cepea) nos meses de abril, entre 2010 e a parcial 2026 (até o dia 9).

O ágio do bezerro frente ao boi gordo na parcial de abril de 2026 de 39,1% foi o maior para o período do ano desde 2021. No entanto, o valor segue abaixo que foi praticado nas máximas históricas para um mês de abril, justamente em 2021 e também em 2015 (Figura acima).
O ágio do bezerro, apesar da alta quando comparado ao mesmo período dos anos anteriores, se manteve relativamente estável frente ao mês anterior (segunda Figura).
A Figura a seguir apresenta a evolução mensal do ágio do preço da arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) em relação ao preço da arroba do boi gordo (Cepea) entre janeiro de 2020 e a parcial de abril de 2026 (até o dia 9).

O preço do boi gordo segue firme e, pelo menos de acordo com os dados do mercado futuro, deve seguir em alta no curto prazo. Isso porque a partir da segunda metade do ano pode sofrer uma maior pressão de queda, seja pelo período de safra como pelo receio com o limite de cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China.
Mas vale ressaltar que o mercado futuro do boi gordo está cada vez mais volátil e as percepções de futuro tem mudado de modo rápido ao longo do ano, embora o receio para a segunda metade de 2026 seja justificada, apesar da fase do ciclo pecuário e das perspectivas de uma demanda interna por carne bovina mais aquecida.
E é importante observar que a participação chinesa na exportação total de carne bovina do Brasil vem diminuindo ano a ano. Em 2026 a importância da China para o País foi menor comparado ao mesmo período dos anos anteriores. Claro, a queda é discreta, mas mostra que o aumento das vendas para outros países tem aumentado mais que a demanda chinesa. Isso comprova a maior procura pela carne bovina brasileira no mercado internacional, seja pelos EUA, Chile, Rússia, UE entre outros.
A carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional e os dados mostram isso! Vamos ficar atentos ao aumento do ritmo de compra de carne bovina do Brasil por outros países, além da China!
Vale destacar também que a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA renovou a máxima no 1° trimestre de 2026. Os EUA, aliás, importaram 98,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil nos primeiros 3 meses de 2026, valor 28,5% acima do observado no mesmo período de 2025.
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