O Farmnews comparou os dados de exportação de carne bovina do Brasil nos meses de fevereiro, entre 2015 e 2026.
Como já havíamos destacado, o mês de fevereiro foi recorde para o período do ano, em 2026 e isso foi alcançado mesmo antes do final do mês (clique aqui).
E em fevereiro de 2026 o Brasil embarcou 235,89 mil toneladas métricas em carne bovina in natura, além de novo recorde para o período do ano, valor quase 25,0% acima do observado no mesmo período do ano anterior (primeira Tabela).
A Tabela apresenta os dados de exportação de carne bovina do Brasil nos meses de fevereiro, entre os anos de 2015 e 2026, segundo dados da COMEX.

A exportação de carne bovina in natura do Brasil pela primeira vez em um mês de fevereiro superou o patamar de US$1,0 bilhão, valor mais de 40,0% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025.
Pois é, a alta no faturamento em fevereiro de 2026 foi impulsionada também pelo preço recorde de venda de carne bovina em um mês de fevereiro, valor 14,5% acima do observado em fevereiro de 2025.
No acumulado dos 2 primeiros meses do ano (segunda Tabela) os dados mostram um crescimento ainda maior frente ao valor praticado no mesmo período do ano anterior, fortalecendo a expectativa mais otimista para 2026, apesar de toda insegurança relacionados aos desdobramentos com relação ao conflito no Irã (clique aqui) e o limite de cota imposto pela China, sem a aplicação de tarifa adicional (clique aqui).
A Tabela apresenta os dados de exportação de carne bovina do Brasil no acumulado até fevereiro, entre os anos de 2015 e 2026, segundo dados da COMEX.

No acumulado de janeirro e fevereiro, a receita de exportação de carne bovina in natura do Brasil somou US$2,62 bilhões, valor 42,1% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025. Na verdade, todos os indicadores em fevereiro e no acumulado até fevereiro de 2026 foram recordes, ou seja, receita, embarque e preço de venda e isso merece ser destacado!
E mudando de assunto, o preço da arroba do bezerro segue em alta e já alcança patamares recordes não apenas para o período do ano, mas de toda a série histórica no início de março (clique aqui).
O preço do boi gordo, ao contrário do bezerro, iniciou o mês de março mais pressionado para baixo devido principalmente as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Embora o mercado apresente fundamentos sólidos de alta em 2026 (clique aqui), o mercado do boi gordo é mais volátil e sofre maior influência das especulações internacionais. Um dos receios é que o conflito com o Irã se estenda e, além de comprometer a logística, reflita no aumento da inflação e da consequente queda no poder de compra, tanto no mercado interno como externo.
Vale destacar, nesse contexto, que o preço futuro do boi gordo voltou a subir, recuperando parte da forte perda acumulada nos 2 primeiros pregões de março. Mas o mercado segue volátil.
O mercado futuro do boi gordo já vinha descolado do físico mesmo antes do início do conflito no Oriente Médio, como resultado de uma expectativa pontual de uma maior oferta de animais prontos para o abate no período da safra (clique aqui).
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