A exportação de soja do Brasil voltou a cair no acumulado até a 3ª semana de março de 2026, aumentando a diferença do que foi embarcado em março de 2025.
Vale lembrar que a exportação de soja do Brasil na parcial até a 2ª semana de março de 2026 já havia caído frente a março de 2025. Isso porque a média diária de embarque de soja nos primeiros 10 dias de março de 2026 de 650,73 mil toneladas ficou 15,6% abaixo da média de embarque observada em março de 2025 (771,46 mil toneladas).
E no acumulado até a 3ª semana de março, os embarques de soja voltaram a cair, com média diária de embarque de 633,43 mil toneladas nos primeiros 15 dias úteis do mês, valor 17,9% abaixo do que foi observado em março de 2025.
A exportação de soja do Brasil em março de 2026 caminha para queda frente ao mesmo período do ano anterior, em patamares de venda quase 18,0% abaixo de março de 2025!
Nesse contexto é importante lembrar que a China devolveu cerca de 20 navios brasileiros que transportavam soja brasileira misturada a sementes de ervas daninhas proibidas pela legislação fitossanitária chinesa. Inclusive, diante desse maior rigor dos importadores com relação às questões fitossanitárias do Brasil, a Cargill suspendeu das exportações do grão do Brasil com destino a China pela Cargill. A pausa da Cargill nos embarques do Brasil para a China vai muito além de um entrave fitossanitário. O episódio revela como qualidade, armazenagem, logística, burocracia e baixa agregação de valor passaram a pesar no centro da competitividade brasileira.
O preço da soja, por outro lado, segue relativamente estável, cotado a R$130,6 por saca em março (20), alta em relação ao valor que encerrou fevereiro e mostrando recuperação após ser mais pressionado ao longo do mês (primeira Figura). No entanto o preço do grão se mantém abaixo do valor praticado no mesmo período de 2025.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), em Reais por saca, desde 2024.

E ao contrário da soja, a exportação de milho do Brasil acumulou alta na parcial de março de 2026, até a 3ª semana do mês, frente ao mesmo período de 2025.
A exportação de milho do Brasil voltou a subir no acumulado até a 3ª semana de março, após ser pressionada na segunda semana de março de 2026.
Nos primeiros 10 dias úteis de março de 2026 a média diária de embarque de milho do Brasil foi de 48,37 mil toneladas, valor 5,5% acima da média diária de embarque de março de 2025 (45,85 mil toneladas). Apesar de acumular alta no acumulado das 2 primeiras semanas de março de 2026, a média de embarque caiu frente ao praticado nos primeiros 5 dias úteis do mês. Isso porque nos primeiros 5 dias úteis de março de 2026, a média diária de embarque de milho do Brasil foi de 62,22 mil toneladas, valor muito acima da média acumulada nos 10 primeiros dias úteis de março de 2026.
Na parcial até a 3ª semana de março, a exportação de milho do Brasil voltou a subir frente a semana anterior, com média diária de venda de 52,27 mil toneladas, valor 14,0% acima da média de venda de março de 2025.
Apesar da exportação em alta, o preço do grão ficou mais estável ao longo da segunda metade de março (segunda Figura), embora o valor do grão permaneça acima do valor que encerrou o mês anterior.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

E muando de assunto, o preço médio de venda voltou a ser o destaque dos dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil no acumulado até a 3ª semana de março de 2026.
O preço médio de venda da carne bovina in natura brasileira para o mercado internacional foi de US$5,78 por kg na média dos 15 primeiros dias úteis de março de 2026, valor 18,0% acima do praticado em março de 2025, quando o valor foi de US$4,90 por kg. No acumulado até a 2ª semana do mês o preço médio da carne bovina do Brasil foi de US$5,76 por kg.
Apesar dos preços em alta, a exportação de carne bovina do Brasil na parcial de março de 2026, avaliada pela média de embarque, passou a ficar pouco abaixo da média diária observada em março de 2025.
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