O número de posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a subir na parcial de abril (8), com destaque ao aumento da procura pelo vencimento de maio de 2026.
As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo voltaram a subir após a queda no início de abril, com o encerramento dos contratos com vencimento em março, como era esperado.
O aumento das posições em aberto em abril (8) frente a semana anterior (abril, 1) foi de pouco mais de 4,5 mil contratos e, alcançando o segundo maior patamar do ano, atrás apenas do que foi observado no final de março (primeira Figura).
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) entre outubro (16) e abril (8).

As posições em aberto no mercado futuro do boi gordo alcançaram patamares próximos de 65,0 mil contratos, com destaque ao aumento da procura para maio, com a maior alta entre os vencimentos em aberto na B3.
As posições em aberto para maio de 2026 somaram quase 25,0 mil contratos em abril (8), valor mais de 3,3 mil acima do que foi observado na semana anterior, em abril (1). Além da maior demanda, as posições em aberto para maio de 2026 seguem muito acima para os demais vencimentos, como mostram os dados da segunda Figura.
A Figura apresenta o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3), por mês de vencimento, em abril (1) e abril (8).

Vale destacar que apesar da maior procura pelo vencimento em maio de 2026, o preço futuro do boi gordo para o período do ano acumulou forte queda entre os dias 7 e 8 de abril, descolando do movimento de valorização do boi gordo no mercado físico.
Pois é, o mercado futuro do boi gordo caiu cerca de R$10,0 por arroba para o vencimento de maio de 2026 em apenas 2 pregões e, com isso, voltando a precificar queda em relação ao preço atual do boi gordo no mercado físico na parcial de abril. Aliás, todos os contratos com vencimento em aberto na B3 ficaram abaixo do preço de referência no mercado físico (Datagro).
E enquanto a procura segue maior para maio, o contrato de outubro segue com menor interesse pelo investidor (terceira Figura), pelo menos por enquanto, predominando também o receio em precificar movimentos de valorização mais expressivos para o período do ano, especialmente devido à expectativa de queda na demanda chinesa por carne bovina brasileira na segunda metade de 2026. Vamos ver!
E sempre é bom destacar, como temos constantemente abordado no Farmnews, que o mercado futuro do boi gordo é volátil e muitas vezes o comportamento de preço, na B3, descola daquele observado no mercado físico.
A volatilidade é algo cada vez mais presente no dia a dia do pecuarista, especialmente com as questões geopolíticas, com conflitos, barreiras comerciais, imposições sanitárias e tarifárias, câmbio, juro etc. São muitas variáveis oscilando mais intensamente, como nunca antes. E isso merece cuidado, mas também reforça a questão dos fundamentos. E aqui no Farmnews o foco é avaliar os fundamentos do mercado pecuário.
Em 2026 o mercado futuro do boi gordo voltou a ficar mais volátil e isso é um ponto de atenção principalmente para o pecuarista, pois o investidor está mais acostumado a isso. E o produtor que não participa da B3 muitas vezes pode se assustar e se confundir com movimentos especulativos mais fortes.
E como temos destacado no Farmnews, a oferta tende a diminuir em 2026 e a exportação permanecer firme, apesar dos receios com relação a China. Isso tende a manter os preços do boi gordo em alta, isso sem contar na demanda interna que pode surpreender em ano de Copa do Mundo e Eleição.
E por falar em venda de carne bovina para o mercado internacional, a exportação de carne bovina do Brasil foi recorde para um mês de março, em 2026, com destaque ao preço que alcançou o maior valor mensal desde outubro de 2022 e o maior patamar para um mês de março desde 2022.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de maio e outubro de 2026, entre o novembro e abril (8).

A exportação de carne bovina do Brasil em março de 2026 somou 233,95 mil toneladas métricas, valor 8,6% acima do observado em março de 2025 (215,43 mil toneladas). Já a venda de carne bovina in natura do Brasil nos primeiros 3 meses de 2026 somou 701,64 mil toneladas métricas, valor 19,7% acima do observado no 1° trimestre de 2025 (586,36 mil toneladas).
E a venda de carne do Brasil para a China também foi recorde, mas não para um mês de março. O recorde aconteceu no acumulado dos 3 primeiros meses do ano. Isso porque considerando apenas os meses de março, o valor de 2026 ficou atrás do praticado no mesmo período de 2022.
A importação de carne bovina do Brasil pela China, em março de 2026, somou 101,99 mil toneladas métricas, valor 6,3% acima do observado em março de 2025, mas pouco abaixo do recorde anterior para o período do ano, de 2022 (103,53 mil toneladas).
A exportação de carne bovina do Brasil para a China somou 325,42 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, valor 16,3% acima do praticado no mesmo período de 2025 (279,71 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano.
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