A importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.
Isso porque em julho de 2026 os EUA importaram 26,06 mil toneladas métricas de carne bovina do Brasil, valor mais que o dobro do observado em julho de 2025 (12,66 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano (primeira Figura).
Não podemos esquecer que em julho de 2025 as exportações de carne bovina enfrentavam as limitações do “tarifaço”, o que fez cair de modo importante a venda de carne bovina do Brasil para os EUA no período (clique aqui).
E antes de falar nos EUA, em julho de 2026 a exportação total de carne bovina do Brasil caiu 17,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
Em julho de 2026 o Brasil comercializou o equivalente a 227,94 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto no mesmo período de 2025 as vendas alcançaram 276,88 mil toneladas métricas.
A queda era esperada, já que os dados parciais de venda de carne bovina do Brasil sinalizavam perda no mês e, muito disso, claro, relacionado ao desempenho das exportações para a China, nosso maior comprador.
O fato é que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
A Figura apresenta os dados de exportação de carne bovina in natura do Brasil para os EUA, em mil toneladas métricas, nos meses de julho, entre 2016 e 2026, segundo dados da COMEX.

Além da alta em julho, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA renovou a máxima em 2026 no acumulado parcial do ano (segunda Figura).
Isso porque a exportação de carne bovina do Brasil para os EUA somou 209,68 mil toneladas métricas considerando os dados entre janeiro e julho de 2026, valor muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores.
Mas, novamente destacando que em 2025 os dados foram prejudicados no período do “tarifaço”.
A Figura apresenta os dados de exportação de carne bovina in natura do Brasil para os EUA, em mil toneladas métricas, no acumulado até julho, entre 2016 e 2026, segundo dados da COMEX.

E é importante observar que apesar da máxima para um mês de julho, em 2026, o valor ficou abaixo do praticado entre os meses de fevereiro a abril, quando as vendas alcançaram patamares próximos de 40,0 mil toneladas métricas (terceira Figura).
O peço da carne bovina brasileira comercializada para os EUA renovou a máxima para um mês de julho, em 2026, cotado a US$6,14 por kg, em média e, isso merece atenção.
A Figura apresenta os dados mensais de exportação de carne bovina in natura do Brasil para os EUA, em mil toneladas métricas, entre janeiro de 2020 e julho de 2026, segundo dados da COMEX.

O Farmnews inclusive destacou para o comportamento do preço da carne bovina no atacado dos EUA em julho de 2026.
O preço da carne bovina nos EUA em julho de 2026 caiu frente ao valor nominal de julho de 2025, mas segue próximo da máxima nominal e muito acima dos patamares observados até 2024.
Aliás, o preço do boi gordo nos EUA caiu em julho de 2026, interrompendo 5 anos consecutivos de valorização para o período do ano.
Apesar do valor seguir próximo do patamar recorde de preço, fica a pergunta: o que houve? Alguma mudança de cenário?
A resposta é não!
Isso porque após o feriado de 4 de julho (Independence Day), tradicional período de forte consumo de carne bovina, a demanda no atacado normalmente perde intensidade. Essa sazonalidade reduz a sustentação dos preços da carne e acaba refletindo no mercado do boi gordo.
Outro fato que deve ser destacado foi a reabertura das importações de bovinos do México. Esse foi o principal fator que pressionou o preço do boi gordo nos EUA no mês de julho.
O USDA anunciou a retomada gradual das importações de bovinos mexicanos a partir de agosto, após mais de um ano de restrições devido à mosca-da-bicheira (New World Screwworm).
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