O Farmnews comparou os dados de venda dos maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil até fevereiro, entre 2025 e 2026.
Afinal, como evoluiu o ritmo de venda de fertilizantes para o Brasil entre os principais exportadores de matérias-primas ao longo dos 2 primeiros meses de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025?
E antes de falar em país fornecedor de fertilizantes para o Brasil, vale lembrar que o preço médio de importação das matérias-primas subiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro de 2026, alcançando o maior patamar para o período do ano desde 2023. Clique aqui e confira os dados!
O importante é destacar também que a importação de matérias-primas pelo Brasil, no acumulado até fevereiro, caiu em quantidade, mas aumentou quando avaliado pelo valor de compra devido ao aumento do preço medio dos fertilizantes (FOB) como destacado acima.
Isso porque a importação de fertilizantes pelo Brasil nos 2 primeiros meses de 2026 somou 5,26 milhões de toneladas, valor pouco abaixo do observado no acumulado até fevereiro de 2025 (5,30 milhões de toneladas). No entanto, quando avaliada em valor, a importação de fertilizantes pelo Brasil somou o equivalente a US$1,75 bilhão valor 6,1% acima do praticado no mesmo período de 2025.
O destaque entre os maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil na parcial de 2026, até fevereiro, foi o Canadá, com o maior crescimento nas vendas (Tabela).
A Tabela apresenta os dados de exportação de fertilizantes para o Brasil, em milhões de dólares, no acumulado até fevereiro, por país, em 2025 e 2026, segundo dados da COMEX.

Embora a Rússia seja o principal país exportador de fertilizantes para o Brasil, participando com 22,1% das compras realizadas pelo Brasil até fevereiro, as vendas do país caíram quando comparado ao mesmo período de 2025.
O Canadá, por outro lado, segundo maior exportador de fertilizantes para o Brasil apresentou o maior aumento nas vendas nos primeiros 2 meses de 2026, seguido dos EUA e Egito.
Aliás, entre os 10 maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil, apenas a Rússia apresentou queda nas vendas na parcial do ano, considerando os dados até fevereiro.
O Farmnews também destacou que o conflito no Oriente Médio e o consequente aumento dos preços dos combustíveis (clique aqui) e as dificuldades logísticas no estreito de Ormuz tem pressionado o mercado futuro dos fertilizantes.
Nesse contexto, o Farmnews apresentou dados da expectativa do preço futuro da ureia que disparou desde o início de março (clique aqui) com a guerra no Oriente Médio.
O Farmnews tem destacado que a geopolítica se tornou variável operacional. Hoje, produtor, cooperativa, agroindústria, trading e investidor precisam acompanhar não só safra, clima e câmbio, mas também corredores marítimos, segurança energética, rivalidade entre potências mundiais! Clique aqui e saiba mais!
O que está em curso vai muito além de uma tensão regional, estamos diante de mais um movimento dentro da grande disputa de poder entre Estados Unidos e China, uma rivalidade que hoje organiza boa parte da geopolítica global, das rotas energéticas às cadeias logísticas, da segurança marítima à influência diplomática.
É justamente aí que o estreito de Ormuz se torna um ponto crítico. Ormuz não é apenas uma passagem marítima, ela é um dos chokepoints (pontos de estrangulamentos) mais sensíveis do sistema energético mundial. Quando a tensão aumenta ali, aumenta também o risco sobre frete, seguro, abastecimento e preço do petróleo, e esse efeito não se distribui de forma igual. China e Índia tendem a sentir mais porque dependem fortemente da estabilidade desse corredor para sustentar parte importante de sua demanda energética.
O Farmnews inclusive destacou para os dados históricos da importação de milho brasileiro pelo Irã e sua importância para o agronegócio do País. Clique aqui e saiba mais!
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