O Farmnews atualizou os dados do preço corrigido do boi gordo nos meses de abril, entre 2018 e 2026.
Vale lembrar que o preço médio nominal do boi gordo renovou a máxima histórica em abril de 2026 (primeira Figura), apesar da pressão negativa observada a partir da segunda metade do mês.
O Farmnews inclusive comparou os preços do boi gordo em moeda nacional e em dólares nos meses de abril, entre 2018 e 2026, ressaltando os patamares recordes do valor do animal pronto para o abate.
A Figura a seguir ilustra a evolução mensal do preço médio nominal do boi gordo (Cepea), em Reais por arroba, entre janeiro de 2020 e novembro de 2025.

Mas apesar do recorde nominal, o preço corrigido do boi gordo em 2026 segue abaixo do valor alcançado no ciclo de alta anterior (segunda Figura), o que reforça o potencial de valorização no ciclo atual.
O mercado futuro do boi gordo, contudo, precifica um cenário de preços mais pressionados no restante de 2026, ou seja, a partir de maio, com o preço esperado do boi gordo abaixo do valor atual da arroba no mercado físico, com exceção de dezembro. A pressão acontece, também devido aos receios relacionados a China, apesar dos fundamentos de alta no preço do boi gordo, tanto no Brasil como nos principais produtores mundiais de carne bovina, como nos EUA.
E por falar no assunto, o preço do boi gordo nos EUA segue acumulando alta maior que a valorização observada no Brasil, considerando os dados desde 2018.
O fato é que embora o preço em ambos os países sejam recordes ou próxima da máxima, a valorização da pecuária nos EUA segue acima da observada no Brasil.
E assim como aconteceu com o boi gordo, o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e reforça movimento de alta histórica no país. O preço da carne bovina nos EUA em abril de 2026 subiu quase 15,0% frente ao valor nominal de abril de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo segundo ano consecutivo.
A Figura a abaixo apresenta a evolução do preço do boi gordo (Cepea), corrigido pelo IGP-M de abril de 2026, em Reais por arroba, entre janeiro de 2010 e abril de 2026.

O preço corrigido do boi gordo em abril de 2026 ficou abaixo valor praticado em abril de 2021 (terceira Figura). E, como temos destacado, é esperado que a cada ciclo de alta, o valor máximo supere a máxima alcançada no ciclo de alta exatamente anterior. Isso aconteceu em 2015, 2021 e é esperado que novamente acontece em 2027. Essa é a expectativa e, vamos acompanhar!
A Figura apresenta os dados do preço do boi gordo (Cepea), corrigido pelo IGP-M de abril de 2026, em Reais por arroba, nos meses de abril, entre 2010 e 2026.

E mudando de assunto, o poder de compra do pecuarista em relação ao milho alcançou, em abril de 2026, o maior patamar desde 2015 e, acima de 5,0 sacas por arroba de boi gordo. O poder de compra do pecuarista em relação ao milho, em poucas oportunidades ficou acima de 5,0 sacas por arroba de boi gordo e em 2026 aconteceu tanto em fevereiro como em abril.
Por outro lado, quando o assunto é o poder de compra do pecuarista que depende da compra do bezerro o cenário é completamente diferente do milho. Isso porque o custo da reposição do rebanho no mercado é algo que preocupa o pecuarista, especialmente nos ciclos de alta de longo prazo.
Com o preço do bezerro renovando as máximas históricas é fundamental avaliar o poder de compra do momento de repor o rebanho no mercado. Em 2026, pelo menos em abril, a relação de troca não foi das piores. Apesar do indicador de arrobas de boi gordo por bezerro tenha voltado a subir em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, ficou distante da máxima de 2021.
No entanto, considerando os valores médios dos primeiros 4 meses de 2026, o cenário muda. O custo da reposição do rebanho, na parcial de 2026, até abril, se aproxima da máxima histórica de 2021, quando foi de, em média, 9,38 arrobas de boi gordo por bezerro (Cepea).
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