O preço do boi gordo nos EUA segue acumulando alta maior que a valorização observada no Brasil, considerando os dados desde 2018.
Isso porque entre o início de 2018 e abril de 2026, o preço do boi gordo nos EUA (USDA – Choice 60-85, Nebraska) subiu 97,0%, valor acima do ganho observado no preço do boi gordo no Brasil no mesmo intervalo de tempo, de 57,9% (primeira Figura).
A Figura ilustra a variação acumulada do preço do boi gordo nos EUA (USDA – Choice 60-85, Nebraska) e no Brasil (Cepea), entre janeiro de 2018 e abril de 2026, ambos avaliados em dólares.

O preço do boi gordo nos EUA (USDA – Choice 60-85, Nebraska), renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e, segue próximo dos maiores patamares históricos, como mostram os dados da segunda Figura.
Já o preço do boi gordo no Brasil (Cepea) renovou a máxima nominal em abril de 2026, tanto em moeda nacional como em dólares (terceira Figura).
O fato é que embora o preço em ambos os países sejam recordes ou próxima da máxima, a valorização da pecuária nos EUA segue acima da observada no Brasil.
E assim como aconteceu com o boi gordo, o preço da carne bovina nos EUA renovou a máxima nominal para um mês de abril, em 2026 e reforça movimento de alta histórica no país. O preço da carne bovina nos EUA em abril de 2026 subiu quase 15,0% frente ao valor nominal de abril de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo segundo ano consecutivo.
O preço em alta da carne bovina nos EUA favorece a procura do país pelo produto brasileiro. A exportação de carne bovina do Brasil para os EUA foi de 98,17 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, o maior patamar para o período do ano e 28,5% acima do observado em 2025.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal do boi gordo nos EUA (USDA – Choice 60-85, Nebraska), em dólares por arroba, entre janeiro de 2020 e abril de 2026.

Apesar de acumular alta maior que o preço em dólares do boi gordo no Brasil, considerando um período menor de tempo, a situação se inverte, com o animal pronto para o abate nos EUA subindo menos que por aqui.
Isso porque nos últimos 12 meses, ou seja, entre abril de 2025 e abril de 2026, o preço em dólares do boi gordo no Brasil (Cepea) subiu 28,5%, enquanto no mesmo período o boi gordo nos EUA (USDA – Choice 60-85, Nebraska) subiu 16,7%.
Em 2026, frente a dezembro de 2025, o preço do boi gordo em dólares no Brasil (Cepea) acumulou alta de 22,8% até abril de 2026. Nos EUA, entre o final de 2025 e abril de 2026 o preço do boi gordo (USDA – Choice 60-85, Nebraska) subiu 9,9%.
Como temos destacado no Farmnews, o preço do boi gordo no Brasil em dólares tem sido impulsionado, também, pela valorização do Real frente ao dólar no ano. O dólar em abril de 2026 foi cotado, em média, a R$5,03, valor 12,9% abaixo do que foi observado em abril de 2025 (R$5,78) e no menor patamar mensal desde março de 2024 (US$4,98).
A Figura apresenta os dados médios mensais do preço nominal do boi gordo (Cepea), avaliado em dólares por arroba, entre janeiro de 2020 e abril de 2026.

E mudando de assunto, o custo da reposição do rebanho no mercado é algo que preocupa o pecuarista, especialmente nos ciclos de alta de longo prazo.
Com o preço do bezerro renovando as máximas históricas é fundamental avaliar o poder de compra do momento de repor o rebanho no mercado. Em 2026, pelo menos em abril, a relação de troca não foi das piores. Isso porque o embora o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro tenha voltado a subir em abril de 2026 frente ao mesmo período dos anos anteriores, ficou distante da máxima de 2021.
No entanto, considerando os valores médios dos primeiros 4 meses de 2026, o cenário muda. O custo da reposição do rebanho, na parcial de 2026, até abril, se aproxima da máxima histórica de 2021, quando foi de, em média, 9,38 arrobas de boi gordo por bezerro (Cepea).
Vale ressaltar que o mercado futuro do boi gordo voltou a precificar uma entressafra mais valorizada para 2026.
No entanto, a perspectiva de uma entressafra mais valorizada no mercado futuro do boi gordo aconteceu principalmente devido à queda no preço do boi gordo no físico e a estabilidade do valor dos contratos para os meses finais de 2026.
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