Preço da carne bovina cai no final de junho com ritmo lento de vendas

Scot Consultoria
Farmnews

Junho caminha para o fim e o mercado está frio, com poucas saídas e queda no preço da carne bovina para a maioria dos cortes.

Com o fim do mês se aproximando, as vendas no varejo apresentaram ritmo lento, com o consumidor optando por proteínas mais baratas, resultando na queda de preço de carne bovina da maioria dos cortes, na expectativa de gerar algum giro nas mercadorias.

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No atacado, reflexo do cenário observado no varejo, houve baixo pedido de reposição de estoque.

No atacado de carne com osso, as carcaças casadas apresentaram queda nos preços.

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A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 2,3%, negociada em R$23,40/kg, e a do boi inteiro caiu 1,9%, cotada em R$22,85/kg. Para as das fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca desvalorizou 1,6%, apregoada em R$22,10/kg e a da novilha teve uma queda de 0,9%, comercializada em R$22,40/kg.

No atacado de carne desossada, a média recuou 0,6%, pressionada pela redução de 20 dos 22 cortes acompanhados.

Entre os cortes do traseiro, a média caiu 0,5%, com 14 cortes em baixa e dois em alta. A maior variação foi observada na capa de filé, que recuou 1,3%.

Nos cortes do dianteiro, a média teve queda de 1,0%, com os seis cortes pesquisados registrando desvalorização. O destaque foi a paleta sem músculo, que caiu 2,2%.

No varejo, o Paraná foi o único estado que apresentou valorização na média, para os demais, o preço da carne bovina caiu.

Em São Paulo, após uma semana de alta, houve redução na média em 1,1%, com 12 cortes em queda, quatro em alta e quatro estáveis. A maior variação foi a baixa de 4,3% do miolo de alcatra.

Em Minas Gerais, a média recuou 0,9%, resultado da queda em 12 cortes, frente a sete aumentos e uma estabilidade. O destaque foi o lombinho, que registrou queda de 5,7%.

No Rio de Janeiro, a média apresentou ajuste negativo de 0,1%, com a maior variação individual observada na alcatra completa, com queda de 4,5%. Nove cortes apresentaram alta, enquanto sete caíram e quatro permaneceram estáveis.

Já no Paraná, a média aumentou 0,8%, com 13 cortes em alta, cinco em queda e três estáveis. A alcatra com maminha foi o corte que mais variou, com avanço de 5,0%.

No curto prazo, apesar da virada do mês, a tendência é de que as vendas continuem com menor ritmo, aguardando o recebimento do salário no quinto dia útil do mês.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

preço da carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 25-jun)

preço do boi gordo no mercado físico segue pressionado em junho, especialmente na segunda parte do mês, pelos desafios que temos discutido com relação a China e a diminuição do ritmo de compra da indústria, além de um mercado doméstico mais fraco como destacamos acima e com uma competição cada vez maior com as carnes concorrentes.

E por falar em carnes concorrentes, para a queda no preço do suíno vivo ao produtor em 2026. E aqui vale destacar que o preço caiu 40,0% no preço pago ao produtor, mas na gôndola do supermercado, para o consumidor final, caiu apenas 4,0%, em média. Clique aqui!

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

preço da carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 15-jun)

Veja também que a pressão negativa no preço do boi gordo ao longo de junho e um preço do bezerro mais estável no período voltou a aumentar o ágio da categoria de reposição e os receios relacionados ao poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.

E mudando de assunto, a exportação de carne bovina do Brasil para a Rússia, em 2026, segue em forte ritmo de alta frente aos anos anteriores. No entanto, segue muito abaixo do que já foi observado no passado.

É importante lembrar que a carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional e o aumento do ritmo de compra não aconteceu apenas pelos russos. Os EUA (clique aqui) e a UE (União Europeia) igualmente vem apresentando forte aumento no ritmo de compra em 2026.

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