O preço da soja segue em alta e o valor praticado no final de julho se aproxima cada vez mais do patamar perdido em 2023.
Isso porque o preço da soja (Cepea, Paranaguá – PR), além de zerar a perda acumulada na parcial de 2026 e descolar dos valores praticados no mesmo período de 2024 e 2025 (primeira Figura), caminha também para voltar acima de R$150,0 por saca, o que não acontece desde 2023 (segunda Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá – PR), em Reais por saca, desde 2024.

E como temos destacado, apesar da forte alta em julho, o preço da soja segue oscilando em patamares ainda muito abaixo do que foi observado entre os anos de 2021 e 2022.
A expectativa é que o preço do grão volte a ser cotado acima de R$150,0 por saca, algo que não acontece desde 2023.
A demanda firme e os riscos climáticos nos EUA favorecem o cenário otimista de preço do grão, como temos destacado.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá – PR), em Reais por saca, desde 2020.

Além da recuperação em moeda nacional, o preço da soja avaliado em dólares também descolou dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores (terceira Figura).
O preço da soja (Cepea, Paranaguá – PR) em julho (23) foi cotado a US$29,0 por saca, algo inédito desde 2024.
Como temos destacado, a expectativa é que o preço da soja se mantenha mais firme ao longo da segunda metade de 2026, com uma demanda internacional aquecida, o Real menos valorizado em relação ao dólar e os riscos climáticos em atenção.
E por falar em dólar, o Farmnews também comparou o preço da soja em dólares nos meses de julho, entre 2018 e a primeira metade de 2026. Clique aqui e confira!
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá – PR), em dólares por saca, desde 2024.

Nesse contexto de demanda em alta, o Brasil exportou 69,57 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho de 2026, valor acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores. Vale observar que a venda de soja brasileira para o mercado internacional na primeira parte dos anos anteriores ficou praticamente estável.
A exportação de soja do Brasil para a China, por outro lado, ficou estável na primeira parte de 2026 frente ao mesmo período de 2025. As vendas para o país asiático somaram 48,32 milhões de toneladas, valor pouco abaixo do observado em 2025 (48,41). Clique aqui e confira os dados!
E mudando de assunto, a relação de preço da ureia e do milho, considerando o valor médio de importação (FOB) mostrou uma realidade preocupante em 2026. Isso porque em junho foram necessárias, em média, 47,11 sacas de milho para importar uma tonelada de ureia (já convertido para a moeda nacional), o maior valor ao longo da série iniciada em 2020.
Além do recorde de junho de 2026, o valor médio na primeira metade de 2026 foi de 38,54 sacas de milho para importar o equivalente a uma tonelada de ureia (FOB), valor muito acima da quantidade necessária em 2025 e superior ao recorde anterior para o período do ano, de 2022 (37,91 sacas). Clique aqui e confira os dados!
Isso reforça o momento de dificuldade da agricultura em 2026 e a preocupação com o resultado do produtor.
Veja também que apesar dos notáveis avanços tecnológicos, as margens agrícolas de muitas empresas profissionais estão mais apertadas do que se poderia imaginar. À medida que as margens agrícolas se estreitam, a rentabilidade depende menos de decisões técnicas isoladas e mais de como toda a operação funciona em conjunto. Clique aqui e saiba mais!
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