O preço do bezerro iniciou agosto em leve queda, enquanto o preço do boi gordo voltou a ficar mais estável no período.
O preço da categoria de reposição, embora relativamente estável nos primeiros dias de agosto, acumula perdas diárias pequenas, mas sucessivas.
No entanto, a expectativa segue de um mercado de reposição firme e com uma maior valorização nos meses finais do ano, assim como aconteceu no mesmo período dos anos anteriores (primeira Figura).
O cenário para o restante de 2026 permanece o mesmo, de preços firmes e mais valorizados, especialmente nos últimos meses do ano.
Entre o final de julho e a parcial de agosto (7), o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) caiu 0,9%, cotado a R$3.354,9 por cabeça. No ano, por outro lado, acumulou ganho de 9,4% (frente ao último preço praticado em 2025).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

No caso do boi gordo (Cepea), após recuperar o patamar de R$350,0 por arroba em agosto (4), o preço acumulou leve queda (R$347,5).
Na parcial do mês, até o dia 7, em relação ao final de julho, o preço subiu 0,3% (ou R$0,9) e em relação ao final de 2025, a alta foi de 8,9%.
E embora os contratos futuros do boi gordo negociados na B3 (clique aqui) precifiquem estabilidade para agosto e setembro no início do mês, a expectativa é que os preços mostrem uma maior recuperação na parte final de 2026.
E por falar no mercado futuro do boi gordo, os preços dos contratos subiram menos que o físico ao longo dos últimos 30 dias, e o que reforça a perspectiva de maior volatilidade nas cotações, especialmente na B3.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), avaliado em Reais por arroba, desde 2024.

O fato é que a variação acumulada do preço do bezerro e do boi gordo segue próxima em 2026, pelo menos na parcial de agosto (terceira Figura), uma vez que ambos se mantiveram mais estáveis na primeira semana do mês.
O preço mais estável do boi gordo e do bezerro reflete em uma relação de troca igualmente menos pressionada para o pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado.
Lembrando que em julho de 2026 o poder de compra do pecuarista, na reposição do rebanho, foi um dos piores da história e o mais baixo para o período do ano.
A Figura ilustra a variação diária acumulada do preço do boi gordo (Cepea) e do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, em relação ao valor que encerrou 2025.

O poder de compra do pecuarista que depende da reposição no mercado, em agosto, melhorou após a forte alta em junho, voltando aos patamares praticados em junho, ou seja, próximo de 9,60 arroba de boi gordo necessária para a compra de um bezerro (quarta Figura).
O patamar ainda segue alto e acima da média histórica e do valor praticado no início de 2026, mas, a expectativa é que altas expressivas não aconteçam ao longo do mês.
A Figura apresenta os dados diários do indicador de arrobas de boi gordo necessárias para a compra de um bezerro dados do Cepea, ao longo de 2026.

Vale lembrar que em julho de 2026 a exportação total de carne bovina do Brasil caiu 17,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
Em julho de 2026 o Brasil comercializou o equivalente a 227,94 mil toneladas métricas de carne bovina, enquanto no mesmo período de 2025 as vendas alcançaram 276,88 mil toneladas métricas.
A queda era esperada, já que os dados parciais de venda de carne bovina do Brasil sinalizavam perda no mês e, muito disso, claro, relacionado ao desempenho das exportações para a China, nosso maior comprador.
O fato é que a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, a venda de carne bovina no mercado doméstico voltou a subir, impulsionado pela volta às aulas e o recebimento dos salários no início do mês.
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