O preço do bezerro e do boi gordo seguem nas máximas e, com isso, renovando os recordes de modo consecutivo ao longo de abril.
O preço do boi gordo (Cepea) renovou a máxima nominal diária em todos os primeiros dias úteis de abril, pelo menos até o dia 7, enquanto o preço da categoria de reposição foi cotado pela primeira vez acima de R$3,30 mil por cabeça no início do mês.
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi cotado a R$3.305,9 por cabeça, alta de 7,8% frente ao valor que encerrou 2025 e 25,1% em relação ao último preço praticado em 2024.
A expectativa é que os preços do bezerro sigam descolados dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores (primeira Figura) e embora sigam em tendência de alta no longo prazo, podem encontrar uma maior estabilidade no curto prazo, assim como aconteceu em 2024 e 2025.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

O preço do bezerro superou, pela primeira vez em abril de 2026, o patamar médio de R$3.300,0 por cabeça e, acumulando alta de 17,0% frente a média nominal de abril de 2025 (R$2.821,7).
E assim como a categoria de reposição, o preço do animal pronto para o abate também foi recorde, cotado a R$364,3 por arroba (Cepea), alta de 14,1% frente ao último valor de 2025 e descolado do valor praticado no mesmo período dos anos anteriores (segunda Figura).
O preço médio parcial do boi gordo em abril de 2026 (até o dia 7) de R$361,3 por arroba foi 11,5% maior que a média nominal observada em abril de 2025 (R$324,0).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), avaliado em Reais por cabeça, desde 2024.

E mudando de assunto, vale destacar que o Farmnews comparou os dados de exportação de carne bovina do Brasil nos meses de março, entre 2015 e 2026.
A exportação de carne bovina in natura do Brasil renovou a máxima para um mês de março, em 2026, superando o recorde anterior para o período do ano, de 2025. A exportação de carne bovina do Brasil em março de 2026 somou 233,95 mil toneladas métricas, valor 8,6% acima do observado em março de 2025 (215,43 mil toneladas).
O preço de venda da carne bovina in natura do Brasil no mercado internacional foi o destaque de alta na base anual de comparação em março de 2026. Isso porque o valor médio foi de US$5,81 por kg, o que representou um ganho de 18,7% frente ao mesmo período do ano anterior, ou seja, março de 2025 (US$4,90 por kg).
O preço médio de março de 2026 de US$5,81 por kg foi o segundo maior para o período do ano, pouco abaixo do preço observado praticado em março de 2022, quando alcançou o recorde para um mês de março, de US$5,90 por kg.
É importante destacar também que o preço em março de 2026 alcançou o maior patamar mensal desde outubro de 2022. O resultado de embarques recordes e preços em alta foi o aumento expressivo da receita de exportação de carne bovina do Brasil que somou o equivalente a US$1,36 bilhão em março de 2026, valor 28,9% acima de março de 2025 (US$1,05 bilhão).
Apesar do recorde de exportação em março, as vendas para a China não alcançaram patamares recordes no mês. Isso mostra que o crescimento nas vendas de carne bovina do Brasil tem crescido mais em função da demanda de outros países. Em outras palavras, embora a China seja, de longe o principal importador de carne bovina brasileira, a participação nas compras do país asiático tem, gradativamente, perdido importância. E isso merece atenção! Como temos continuamente destacado no Farmnews, a carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional.
Vale destacar que a importação de carne bovina do Brasil pela China, em março de 2026, somou 101,99 mil toneladas métricas, valor 6,3% acima do observado em março de 2025, mas pouco abaixo do recorde anterior para o período do ano, de 2022 (103,53 mil toneladas).
E não podemos esquecer também dos recentes casos de febre aftosa na China. Embora ainda seja cedo para avaliar o impacto e a dimensão real do caso de febre aftosa no país, a expectativa é de que o limite de cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China possa ser alterado. Vamos aguardar!
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