O preço do boi gordo foi o destaque de valorização na primeira metade de outubro de 2026, inclusive renovando o recorde nominal diário.
Na comparação com o último preço de 2025, o boi gordo e o bezerro seguem acumulando as maiores altas (Figura). O milho permanece abaixo do patamar de encerramento do ano passado, enquanto a soja subiu.
O preço do boi gordo (Cepea) subiu 19,1% entre o final de 2025 e o preço praticado em outubro (15), cotado a R$380,2 por arroba. No mesmo intervalo de tempo o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) avaliado em Reais por cabeça subiu 13,7%.
O preço da soja (Cepea, Paranaguá – PR) subiu 9,7% entre o último preço praticado em 2025 e o valor de outubro (15), enquanto o milho (Cepea) caiu 6,7% no período.
A Figura apresenta a variação diária dos preços nominais do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, frente ao último valor de 2025.

Boi gordo sobe 4,4% desde o final de setembro
O preço do boi gordo (Cepea) passou de R$364,3 por arroba em setembro (30) para R$380,2 por arroba em outubro (15), alta de R$15,9 por arroba, ou 4,4%.
O avanço ocorreu após a arroba já ter subido de forma consistente ao longo de setembro. No início de outubro, o preço passou por R$366,5 por arroba em outubro (1), alcançou R$369,9 no dia 2 e avançou para R$380,2 por arroba no encerramento da primeira quinzena.
Frente ao último preço de 2025, de R$319,2 por arroba, a alta acumulada foi de 19,1%.
A valorização da arroba foi acompanhada pelo indicador do boi gordo (Datagro), referência da B3, que passou de R$365,4 por arroba em setembro (30) para R$380,0 por arroba em outubro (15), alta de 4,0%.
Pois é, o movimento de alta do boi gordo ganhou força na primeira metade de outubro, com o preço físico renovando a máxima nominal histórica (Figura acima).
O fato é que o preço do boi gordo sobe no mercado físico e futuro entre o fim de setembro e a primeira quinzena de outubro. Na B3, os contratos futuros também avançaram, mas em ritmo mais moderado.
Bezerro sobe menos que o boi gordo em outubro
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) avançou de R$3.446,14 por cabeça em setembro (30) para R$3.487,66 por cabeça em outubro (15).
A alta foi de R$41,52 por cabeça, ou aproximadamente 1,2%.
Milho recua 5,6% no período
O preço do milho (Cepea) caiu de R$68,67 por saca em setembro (30) para R$64,81 por saca em outubro (15).
A retração foi de R$3,86 por saca, ou 5,6%.
O grão iniciou outubro próximo de R$68,5 por saca, mas perdeu valor ao longo da primeira quinzena. O preço recuou para R$67,26 por saca em outubro (5), passou a R$65,59 no dia 13 e encerrou o período em R$64,81 por saca.
O estoque mundial de milho foi revisado para cima em outubro de 2026, com expectativa de alcançar, na safra 2026/27, 280,44 milhões de toneladas, valor 3,1% abaixo da estimativa anterior, de setembro (272,10 milhões de toneladas), mas 8,7% abaixo da safra anterior (307,16 milhões de toneladas).
O preço do milho recuou no mercado físico e futuro na primeira metade de outubro de 2026, diminuindo a expectativa de alta do grão.
O movimento indica que a pressão sobre o preço do milho se intensificou ao longo de outubro, inclusive com o valor diário voltando a ficar abaixo do valor praticado no mesmo período de 2024 e em patamares próximos de 2025, em valor nominal.
Soja cai 4,2% desde o fim de setembro
O preço da soja (Cepea, Paranaguá-PR) passou de R$161,56 por saca em setembro (30) para R$154,70 por saca em outubro (15).
A queda foi de R$6,86 por saca, ou 4,2%.
A oleaginosa chegou a subir no início de outubro, alcançando R$161,27 por saca em outubro (2), mas perdeu força na sequência. O preço recuou para R$158,09 por saca em outubro (5) e encerrou a primeira metade do mês em R$154,70 por saca.
Pecuária e grãos apresentam comportamentos opostos
A comparação entre os preços mostra uma divisão clara entre os mercados.
Entre setembro (30) e outubro (15):
- o boi gordo subiu 4,4%;
- o bezerro avançou 1,2%;
- o milho caiu 5,6%;
- a soja recuou 4,2%.
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