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Preço do boi gordo e do bezerro encerram segunda semana de abril na máxima!

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O preço do boi gordo encerrou a segunda semana de abril de 2026 renovando a máxima nominal diária e, acumulando alta de 2,7% na parcial do mês, frente ao valor que encerrou março!

O preço do animal pronto para o abate (Cepea) foi cotado a R$365,6 por arroba, valor 2,7% acima do que encerrou março (R$356,0) e ganho maior que o observado para o bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça que subiu 1,1% no mesmo intervalo de tempo.

Apesar da maior alta no preço do boi gordo comparado ao bezerro na parcial de abril, frente ao último preço praticado em março, ambos renovaram a máxima diária no final da segunda semana de abril (Figuras abaixo).

A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Cepea), em Reais por arroba, desde 2024.

preço do boi gordo
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

O preço do boi gordo segue cada vez mais descolado, para cima, do valor nominal praticado no mesmo período dos anos anteriores e, com alta de 14,5% frente a última cotação de 2025, também acima do ganho observado para a categoria de reposição no mesmo intervalo de tempo, de 8,5%, como ilustram os dados da terceira Figura.

Vale destacar que apesar dos patamares recordes do preço do boi gordo em abril, o mercado futuro do boi gordo acumulou forte queda nos primeiros dias de abril, com o preço esperado da arroba, de acordo com os dados da B3, abaixo do praticado no mercado físico, ou seja, precificando queda para os próximos meses.

E, com relação assunto, o Farmnews tem destacado para o fato que os movimentos especulativos comuns ao mercado futuro do boi gordo podem, muitas vezes, estar descolados da realidade do mercado físico.

Os movimentos especulativos no mercado futuro do boi gordo são comuns, mas merecem cuidado do pecuarista, especialmente daqueles menos familiarizados com a B3. Na B3 se negociam expectativas. E existe um movimento que faz prevalecer uma expectativa de queda no futuro, o que não necessariamente pode acontecer ou não acontecer nesses patamares.

As expectativas mudam e mudam rápido. A volatilidade está mais presente e o pecuarista está cada vez mais desafiado a formar suas percepções com relação ao mercado e seus fundamentos e a entender as diferenças do que acontece e é negociado no mercado futuro do boi gordo.

Muitas vezes o mercado físico e futuro do boi gordo mostram realidades diferentes e para momentos diferentes que, claro, em determinado período (no vencimento dos contratos) vão convergir, mas, até lá, muita coisa acontece. Por isso estratégia e gestão de risco são essenciais não apenas para quem participa da B3 mas para todo produtor em geral.

A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por arroba, desde 2024.

Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

O preço do bezerro foi cotado a R$3.328,7 por cabeça em abril (10), assim como para o boi gordo, no maior patamar histórico considerando os valores diários. Como temos destacado, novos recordes são esperados tanto para o boi gordo como para o bezerro no curto prazo.

O importante é destacar também que, apesar dos patamares recordes do preço da categoria de reposição, a expectativa de produção mundial de carne bovina para 2026 foi revisada para cima pelo USDA em abril de 2026, impulsionada pelo aumento da perspectiva de oferta no Brasil.

A produção mundial de carne bovina para 2026 foi revisada para 61,56 milhões de toneladas em equivalente carcaça, valor 0,87% acima da perspectiva anterior, de dezembro de 2025 (61,03 milhões de toneladas).

E o aumento da estimativa de produção mundial de carne bovina em abril de 2026 aconteceu principalmente pelo aumento na perspectiva de produção de carne bovina no Brasil. Isso porque em dezembro de 2025, o USDA apontava uma expectativa de produção, no Brasil, de 11,70 milhões de toneladas e na revisão de abril de 2026 esse valor subiu 5,73%, para 12,37 milhões de toneladas.

O aumento na expectativa de produção de carne bovina do Brasil pelo USDA desafia a expectativa de redução no ritmo de abate de fêmeas esperada no ano. Caso o ritmo do abate de fêmeas no País permaneça elevado, mesmo com o preço do bezerro renovando as máximas, a falta de animais para o abate no futuro pode ser ainda mais severa. Isso merece atenção.

A Figura ilustra a variação acumulada do preço nominal do boi gordo (Cepea) e do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) desde 2024.

preço do boi gordo
Fonte: Dados do Cepea (elaborado por Farmnews)

E mudando de assunto, a exportação de bovinos vivos do Brasil disparou em março e no 1° trimestre de 2026, alcançando patamares recordes e muito acima dos anos anteriores. Assim como para a exportação de carne bovina brasileira, a venda de bovinos vivos do Brasil tem alcançado patamares recordes m 2026, muito acima dos valores praticados no mesmo período dos anos anteriores.

Como temos destacado no Farmnews, a exportação de carne bovina do Brasil está cada vez mais disputada no mercado internacional. Mas os bovinos vivos do Brasil também estão. E, como estão!

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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