O preço do boi gordo subiu mais que o valor do bezerro, avaliado em Reais por cabeça, nos primeiros dias de outubro.
O preço do boi gordo (Cepea) passou de R$369,9 por arroba, em outubro (2), para R$377,8 por arroba, em outubro (9).
A alta no período foi de R$7,9 por arroba, ou de 2,1%.
O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), por sua vez, passou de R$3.456,8 por cabeça para R$3.481,3 por cabeça na mesma comparação.
A valorização foi de R$24,5 por cabeça, equivalente a 0,7%.
Embora os dois indicadores tenham subido na parcial de outubro, o preço do boi gordo avançou em ritmo três vezes maior que o do bezerro, em termos percentuais.
Boi gordo e bezerro sobem no início de outubro
A Figura apresenta a evolução diária da variação acumulada do preço do boi gordo (Cepea) e do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por cabeça, ao longo de 2026, frente ao último valor de 2025.

O fato é que o mercado do boi gordo mostrou uma reação mais firme no período, inclusive renovando a máxima nominal diária, enquanto o bezerro apresentou valorização mais moderada.
No caso do boi gordo, o preço subiu diariamente entre outubro (2) e outubro (9), passando de R$369,9 para R$372,9 em outubro (5), R$376,1 em outubro (7) e R$377,8 no encerramento da comparação.
O bezerro também avançou ao longo do período, mas em ritmo mais gradual. O preço passou de R$3.456,8 por cabeça em outubro (2) para R$3.461,3 em outubro (5) e alcançou R$3.481,3 em outubro (9).
O que explica a diferença entre os mercados?
A valorização maior do boi gordo está relacionada à menor disponibilidade de animais prontos para abate e à maior firmeza das negociações no mercado físico.
Além disso, a demanda mais aquecida por carne bovina no mercado doméstico contribui para manter o preço do boi gordo em alta.
E por falar no assunto, a venda de carne bovina retoma o ritmo na segunda semana de outubro e a cotação média subiu em todos os setores.
No caso do bezerro, mesmo com o boi gordo em alta, o comprador continua avaliando o custo de reposição e a rentabilidade esperada para os próximos meses. Isso têm limitado a velocidade de valorização do animal de reposição.
Boi gordo sobe mais e melhora a relação com o bezerro
A alta de 2,1% do boi gordo, frente ao avanço de 0,7% do bezerro, indica uma melhora momentânea da relação entre o preço de venda do animal terminado e o custo de aquisição do animal de reposição.
Isso pode favorecer a atividade de recria e engorda, especialmente quando os custos de alimentação permanecem controlados e existe expectativa de manutenção dos preços da arroba.
Isso não significa que o bezerro esteja pressionado. Pelo contrário, o preço também subiu e permanece em patamar elevado. No entanto, a valorização mais lenta mostra que os compradores de reposição continuam mais seletivos.
Como o boi gordo subiu mais que o bezerro, a relação de troca melhorou de 9,4 para 9,2 arrobas de boi gordo por bezerro na parcial de outubro.
É importante observar, contudo que esse cenário muda quando comparamos o preço do bezerro em arrobas. Isso porque o preço da categoria de reposição avaliada no peso subiu mais que o animal avaliado em Reais por cabeça devido à queda no peso médio de venda dos animais.
O preço futuro do boi gordo segue na máxima em outubro (10), com destaque para novembro que, precifica o patamar mais alto de 2026.
O mês de novembro passou a precificar a expectativa de maior valor da arroba do boi gordo em 2026, cada vez mais próximo de R$400,0 por arroba.
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