O preço do milho continua movimento de recuperação ao longo de março, alcançando a maior média parcial em 10 meses.
O valor diário do milho (Cepea) inclusive voltou a ficar acima de R$71,0 por saca em março (10), o que não era observado desde maio de 2025, como mostram os dados da primeira Figura.
Em março (10), frente ao valor que encerrou fevereiro, o preço do milho (Cepea) subiu 2,2%, cotado a R$71,1 por saca. Na parcial de 2026, frente ao último valor de 2025, a alta foi de 2,3%. Vale lembrar que no final de janeiro de 2026 o preço do grão chegou a acumular queda acima de 5,0%, cotado abaixo de R$66,0 por saca. Contudo, o preço em 2026 segue muito abaixo valor praticado no mesmo período de 2025.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), avaliado em Reais por saca, desde 2024.

O preço do milho (Cepea) mostrou sinais de recuperação na primeira metade de março, apresentando média parcial acima de R$70,0 por saca, o que não era observado desde maio do ano anterior (segunda Figura).
O valor médio parcial de março de 2026, até o dia 10, de R$70,4 por saca foi 21,0% menor que a média nominal praticada em março de 2025, quando o preço do milho foi de R$89,1 por saca.
O conflito no Oriente Médio e a alta no preço dos combustíveis (clique aqui) tem contribuído para a alta no preço do milho, apesar do receio de uma menor demanda iraniana pelo grão.
O Farmnews tem destacado que a geopolítica se tornou variável operacional. Hoje, produtor, cooperativa, agroindústria, trading e investidor precisam acompanhar não só safra, clima e câmbio, mas também corredores marítimos, segurança energética, rivalidade entre potências mundiais! Clique aqui e saiba mais!
O que está em curso vai muito além de uma tensão regional, estamos diante de mais um movimento dentro da grande disputa de poder entre Estados Unidos e China, uma rivalidade que hoje organiza boa parte da geopolítica global, das rotas energéticas às cadeias logísticas, da segurança marítima à influência diplomática.
É justamente aí que o estreito de Ormuz se torna um ponto crítico. Ormuz não é apenas uma passagem marítima, ela é um dos chokepoints (pontos de estrangulamentos) mais sensíveis do sistema energético mundial. Quando a tensão aumenta ali, aumenta também o risco sobre frete, seguro, abastecimento e preço do petróleo, e esse efeito não se distribui de forma igual. China e Índia tendem a sentir mais porque dependem fortemente da estabilidade desse corredor para sustentar parte importante de sua demanda energética.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal do milho (Cepea), avaliado em Reais por saca, entre janeiro de 2020 e a parcial de março de 2026 (até o dia 10).

Vale lembrar que o Farmnews atualizou, em março de 2026, a expectativa de produção estoque de milho no mundo e entre os principais produtores mundiais na safra 2025/26. O fato é que embora a previsão de produção tenha permanecido relativamente estável, o estoque mundial foi revisado para cima, sob influência principalmente da previsão de um maior estoque de grão no Brasil. Clique aqui e saba mais!
Nesse contexto, o Farmnews inclusive destacou para os dados históricos da importação de milho brasileiro pelo Irã e sua importância para o agronegócio do País. Clique aqui e saiba mais!
Apesar da perspectiva de aumento do estoque de milho no Brasil, o preço do grão segue em recuperação no País devido a valorização do Real frente ao dólar como pela alta no preço dos combustíveis (clique aqui). Aliás, assim como acontece para o milho, o preço da soja segue em recuperação na primeira metade de março (clique aqui).
Vale lembrar também que o USDA revisou, em março, a expectativa de produção e do estoque mundial de soja para a safra 2025/26, apresentando números praticamente estáveis em relação ao mês anterior. A expectativa de produção de soja entre os principais produtores mundiais ficou estável frente ao mês anterior, com exceção da Argentina. Clique aqui e saiba mais!
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!




