O preço do suíno vivo foi o destaque de queda em 2026, até abril, caindo quase 40,0% frente ao valor que encerrou 2025.
O preço do suíno tem sido o destaque de desvalorização em 2026, com o preço diário caindo 39,3% frente ao valor que encerrou 2025 (R$8,91), cotado a R$5,41 por kg na parcial de abril (27), como mostram os dados apresentados na primeira Figura.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do suíno vivo (Cepea, SP), avaliado em Reais por kg, desde 2025.

O preço do suíno segue bastante descolado do preço do boi gordo em 2026, pois enquanto o bovino sobe 13,0% no ano, até abril (27), o suíno, por outro lado, desaba quase 40,0% (segunda Figura).
O preço médio nominal do suíno (Cepea, SP) alcançou na parcial de abril o menor patamar desde março de 2022 e, pela primeira vez, desde então, cotado abaixo de R$6,0 por kg, em média, como mostram os dados da terceira Figura.
A Figura apresenta a variação diária acumulada do preço do boi gordo (Cepea) e do suíno vivo (Cepea, SP) ao longo de 2026, frente ao valor que encerrou 2025.

O preço médio do suíno na parcial de abril de 206 de R$5,97 por kg, além do menor valor desde 2022, foi 28,0% menor que a média nominal de abril de 2025, quando foi cotado a R$8,30 por kg.
A Figura apresenta os dados médios mensais do preço nominal do suíno vivo (Cepea, SP) entre janeiro de 2020 e a parcial de abril de 2026 (até o dia 27), em Reais por kg.

Apesar da queda no preço do suíno, a exportação brasileira renovou a máxima para um primeiro trimestre, em 2026. Isso porque no acumulado até março, a exportação de carne suína do Brasil somou 336,28 mil toneladas, valor 15,3% acima do recorde anterior para o período do ano, de 291,72 mil toneladas.
A queda no preço, mesmo com os patamares recordes de exportação de carne suína acontece devido a perspectiva de novo recorde histórico de produção no País. A produção brasileira de carne suína deverá alcançar recorde histórico em 2026, superando em mais de 4,0% o que foi observado em 2025 e somar 5,88 milhões de toneladas.
O preço do milho e da soja em queda nos últimos anos, favoreceu o aumento de produção de carne suína no Brasil, com reflexo na forte queda nos patamares de preços atuais.
Veja também que a exportação de carne bovina do Brasil caminha para renovar a máxima de embarque para um mês de abril em 2026. E quem sabe também de preço!
E com relação a 2026 como um todo, é interessante que em abril de 2026 o USDA revisou, para cima, a expectativa de exportação de carne bovina do Brasil frente a previsão anterior. No entanto, a expectativa para 2026 segue abaixo da observada em 2025. E ao mesmo tempo que o USDA revisou, para cima, a expectativa de venda de carne bovina do Brasil para o mercado internacional, diminuiu a perspectiva de compra de carne bovina pela China.
A demanda chinesa por carne bovina foi revisada, para baixo, em mais de 0,50 milhão de toneladas em equivalente carcaça para 2026. Será que o consumo de carne bovina na China vai cair tanto em 2026?
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