A importação de carne bovina do Brasil pela Coreia do Sul voltou a ser destaque, com o avanço das negociações entre os países!
A principal novidade é que Brasil e Coreia do Sul aceleraram as negociações comerciais e sanitárias, abrindo uma possibilidade de o Brasil entrar em um dos maiores mercados importadores de carne bovina do mundo.
Vale destacar que a Coreia do Sul é o quarto maior importador mundial de carne bovina, atrás apenas da China, EUA e Japão, nessa ordem, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura apresenta os dados esperados de importação de carne bovina para 2026 entre os principais compradores mundiais, em mil toneladas em equivalente carcaça, segundo dados do USDA de abril.

O fato é que, a partir de julho de 2026, Brasil e Coreia do Sul concordaram em acelerar as negociações de um acordo comercial entre Mercosul e Coreia do Sul.
Além disso, a Coreia anunciou uma missão sanitária ao Brasil para avaliar frigoríficos brasileiros, que acontece em agosto.
Isso é especialmente relevante porque, até o momento, o Brasil ainda não possui acesso ao mercado sul-coreano de carne bovina por restrições sanitárias.
As negociações da importação de carne bovina do Brasil pela Coreia do Sul acontecem em um momento importante, já que o limite de cota de exportação estabelecido para a venda para a China tem refletido na forte queda nos embarques do País desde julho.
O potencial de compra da Coreia do Sul é relevante, embora o ritmo de compra siga mais estável nos últimos anos.
A compra de carne bovina pela Coreia do Sul tem se mantido relativamente constante, oscilando em patamares próximos de 600,0 mil toneladas em equivalente carcaça (segunda Figura).
A Figura apresenta os dados de compra de carne bovina da Coreia do Sul, em mil toneladas, entre 2018 e a expectativa para 2026, segundo dados do USDA.

Os principais países fornecedores de carne bovina para a Coreia do Sul são os EUA e a Austrália.
A Austrália, contudo, está enfrentando em 2026 uma situação particularmente importante: suas exportações para a Coreia do Sul avançaram rapidamente em direção ao limite de salvaguarda previsto no acordo comercial.
Em junho, a Austrália já havia utilizado cerca de 85% da cota de 2026, restando aproximadamente 30 mil toneladas. Quando o limite é atingido, a tarifa sobre a carne australiana sobe de 5,3% para 24,0%.
E mudando de assunto, a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu quase 50,0% em julho de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA mais que dobrou em julho de 2026 quando comparado ao mesmo período de 2025.
Mas não foi apenas os EUA que aumentaram o ritmo de compra em julho de 2026. Os países da UE aumentaram o ritmo de compra e os embarques para o bloco europeu foi o maior para um mês de julho em 20 anos. Clique aqui e confira os dados!
E apesar do momento de queda na venda de carne bovina do Brasil para o exterior, a exportação de bovinos vivos renovou a máxima para um mês de julho, em 2025, em faturamento.
Isso porque em julho de 2026 a exportação de bovinos vivos do Brasil alcançou o equivalente a US$102,55 milhões, além do maior patamar para o período do ano, pela primeira vez superando os US$100,0 milhões em vendas em um mês de julho.
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!



