O preço do milho iniciou a segunda quinzena de agosto em alta, tanto no mercado físico como futuro.
No mercado físico, o preço do grão (Cepea) foi cotado a R$66,7 por saca, o maior patamar desde o início de maio (primeira Figura) e, com perspectiva de manutenção do movimento de recuperação, assim como foi observado no mesmo período dos anos anteriores.
No entanto, o mercado futuro do milho precifica patamares de preço acima do observado no mesmo período de 2025 para os vencimentos de setembro e novembro de 2026 (segunda Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, desde 2024.

O preço esperado do milho para setembro de 2026 voltou a ficar acima de R$70,0 por saca, mostrando uma expectativa de alta em torno de R$3,9 por saca em relação ao valor atual no físico (Cepea) em agosto (17) e, acima do que foi observado no mesmo período de 2025 (considerando a média nominal Cepea).
O contrato para vencimento em novembro de 2026 precifica uma recuperação ainda maior, de quase R$9,0 por arroba em relação ao físico em agosto (17) e também acima do valor que foi observado em novembro de 2025.
A Figura apresenta os dados do preço esperado do milho (B3, valor de ajuste) entre setembro de 2026 e julho de 2027, no dia 17 de agosto e o respectivo valor médio nominal (Cepea) observado no mesmo mês do ano anterior, em Reais por saca.

O preço do milho em novembro de 2025 foi cotado a R$67,6 por saca, valor médio nominal (Cepea), enquanto o contrato futuro negociado na B3 foi cotado acima de R$75,0 por saca em agosto (17), uma alta de 12,0%.
O importante é observar que todos os contratos do milho em aberto na B3 seguem cotados acima do preço no físico, com especial atenção ao vencimento para março de 2027, próximo de R$80,0 por saca (terceira Figura).
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre setembro de 2026 e setembro de 2027, em Reais por saca, no dia 17 de agosto, considerando os valores do ajuste.

O estoque mundial de milho foi novamente revisado para baixo em agosto de 2026, com expectativa de alcançar, na safra 2026/27, 274,66 milhões de toneladas, valor 0,2% abaixo da estimativa anterior, de julho (275,26 milhões de toneladas), mas 8,1% em relação a safra anterior (298,83 milhões de toneladas).
No caso da soja, a expectativa de produção e consumo mundial de soja para a safra 2026/27 ficou praticamente estável na revisão do USDA de agosto.
E mudando de assunto, a importação de fertilizantes pelo Brasil subiu em julho de 2026, mas segue abaixo da quantidade de compra no mesmo período de 2024 e 2025.
O preço médio de importação de fertilizantes pelo Brasil em julho de 2026 foi de US$430,0 por tonelada (FOB), valor 18,8% acima do observado em 2025 (US$362,9) e o segundo ano consecutivo de alta.
O Farmnews também comparou a variação acumulada do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até o final da primeira metade de agosto, tanto em Reais (clique aqui) como em moeda americana (clique aqui).
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