Preço em dólares do boi gordo, bezerro milho e soja na 1ª parte de setembro de 2026

Ivan Formigoni

O Farmnews comparou a variação acumulada do preço em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja em 2026, até o final da primeira metade de setembro.

Afinal, como evoluíram os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews ao longo de 2026 e também como se comportaram os valores médios nos meses de setembro entre 2018 e a primeira quinzena de 2026?

E antes de comparar os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, vale lembrar que também comparamos os valores, em moeda nacional, do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo da parcial de 2026, até a primeira metade de setembro. Clique aqui e confira os dados!

O preço em dólares do boi gordo (Cepea), até a primeira quinzena de setembro, acumulou alta de 17,1% frente ao valor que encerrou 2025. No mesmo intervalo de tempo o bezerro avaliado em dólares por cabeça (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 17,8%.

O preço em dólares do milho (Cepea) subiu 6,3%, frente ao valor que encerrou 2025, no final da primeira parte de setembro, enquanto no mesmo intervalo de tempo a soja (Cepea, Paranaguá-PR) subiu 21,3%, como mostram os dados da Figura abaixo.

No acumulado de 2026, frente ao valor que encerrou 2025, segue com perda de 6,0%, cotado a R$5,16. O valor médio parcial de setembro de 2026 de R$5,12 foi menor que a média de agosto (R$5,16) e abaixo do valor de setembro de 2025 (R$5,37).

E por falar em dólar, saiba que poucos indicadores econômicos exercem tanta influência sobre o agronegócio brasileiro quanto o dólar. Mas afinal, você sabe qual a importância do dólar para o agro do Brasil? Clique aqui e confira!

A Figura a seguir apresenta a variação do preço nominal, em dólares, do boi gordo (Cepea), bezerro (Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e soja (Cepea, Paranaguá-PR), no acumulado até o final da primeira metade de setembro de 2026.

O preço em dólares do boi gordo (Cepea), valor médio na primeira metade de setembro de 2026, de US$68,1 por arroba foi o maior para o período do ano ao longo da série iniciada em 2018 e 18,7% acima da média nominal praticada em setembro de 2025 (US$57,3), como mostram os dados da Tabela abaixo.

O preço em dólares do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) na parcial de setembro de 2026, de US$662.8 por cabeça foi 21.6% acima da média nominal de setembro de 2025 (US$545,1) e no maior patamar para o período do ano.

A Tabela abaixo apresenta os dados médios nominais, em dólares, do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), nos meses de setembro, entre 2018 e a parcial de 2026.

O preço do milho, na base anual de comparação, também subiu na parcial de setembro de 2026 em relação ao valor praticado em seteembro de 2025, assim como aconteceu com a soja.

Isso porque na primeira quinzena de setembro de 2026 o preço médio do milho (Cepea) de US$13,7 por saca foi 13,69 maior que o valor praticado em setembro de 2025 (US$12,1), mas muito abaixo dos valores observados nos anos de 2021 e 2022 (Tabela acima).

Vale destacar que o estoque mundial de milho para a safra 2026/27 foi novamente revisado para baixo pelo USDA em setembro.

Isso porque a perspectiva da demanda caiu menos a oferta na safra 2026/27, pressionando para baixo o estoque mundial de milho.

O estoque mundial de milho foi novamente revisado para baixo em setembro de 2026, com expectativa de alcançar, na safra 2026/27, 272,10 milhões de toneladas, valor 0,9% abaixo da estimativa anterior, de agosto (274,66 milhões de toneladas) e 10,1% abaixo da safra anterior (301,38 milhões de toneladas).

Saiba também que a previsão do USDA é que a produção mundial de soja alcance novo patamar histórico na safra 2026/27, com perspectiva de 442,35 milhões de toneladas ou 3,0% da safra 2025/26, de 429,41 milhões de toneladas.

No entanto, com os dados de oferta e demanda de soja mundo afora em setembro de 2026 estáveis, a expectativa do estoque mundial de soja para 2026/27 se manteve praticamente inalterado.

A importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em agosto de 2026, pressionado pela combinação de fatores, entre os principais, os patamares de preço elevado, o adiamento das compras e a menor disponibilidade externa, especialmente dos nitrogenados, com o conflito no Oriente Médio em evidência, novamente.

O Brasil importou 2,96 milhões de toneladas de fertilizantes em agosto de 2026, valor 43,3% abaixo do que foi praticado em agosto de 2025, quando inclusive foi recorde para o período do ano.

A compra de fertilizantes pelo Brasil em 2026 foi o menor para um mês de agosto em uma série iniciada em 2018 e isso chama a atenção!

No caso da ureia, em agosto de 2026 o Brasil importou 508,7 mil toneladas de ureia, o maior valor para o período do ano desde 2023.

Apesar da queda no ritmo de compra de ureia em agosto de 2026, o preço do produto (FOB) ficou praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!