O Farmnews comparou a variação acumulada dos preços em dólares do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até a primeira metade de março.
Afinal, como evoluíram os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews ao longo de 2026 e também como se comportaram os valores médios nos meses de março entre 2018 e a parcial de 2026?
E antes de comparar os preços em dólares das commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, vale lembrar que também comparamos os valores em moeda nacional do preço do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo da parcial de 2026. Clique aqui e confira os dados!
O fato é que o preço em dólares do boi gordo (Cepea) segue acumulando a maior alta frente ao valor que encerrou 2025, com valorização de 15,7% até o final da primeira quinzena de março. No mesmo intervalo de tempo o bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 13,2%, seguido do milho (Cepea), com alta de 7,0%. Apenas a soja, entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews caiu entre o final de 2025 e a primeira metade de março, com perda de 4,6%. (Figura).
A Figura a seguir apresenta a variação do preço nominal, em dólares, do boi gordo (Cepea), bezerro (Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e soja (Cepea, Paranaguá-PR), no acumulado até a primeira quinzena de março de 2026.

O preço em dólares do boi gordo (Cepea), valor médio da primeira metade de março de 2026, de US$66,6 por arroba foi o maior para o período do ano desde 2022 e 22,7% acima da média nominal praticada em março de 2025 (US$54,3), como mostram os dados da Tabela abaixo.
Embora o preço do boi gordo acumule maior alta comparado ao bezerro ao longo de 2026, frente ao valor que encerrou 2025, a média do preço da categoria de reposição na parcial de março de 2026 frente ao mesmo período de 2025 foi a que apresentou a maior alta.
Aliás, o preço em dólares do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) na primeira metade de março de 2026, de US$623,0 por cabeça foi 33,3% acima da média nominal de março de 2025 (US$467,2) e no maior patamar para o período do ano.
A Tabela abaixo apresenta os dados médios nominais, em dólares, do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), nos meses de março, entre 2018 e a parcial de 2026.

No caso do preço do milho (Cepea), apesar da recuperação em 2026, desde a segunda metade de fevereiro, o preço do grão segue abaixo do valor praticado no mesmo período do ano anterior. O valor médio parcial de março de 2026 de US$13,5 por saca foi 12,7% abaixo da média nominal de março de 2025 (US$15,5).
No entanto, o Farmnews tem destacado para o momento mais otimista para o milho, com expectativa de preços melhores ao longo da segunda metade do ano (clique aqui).
Vale lembrar que o USDA atualizou, em março de 2026, a expectativa de produção estoque de milho no mundo e entre os principais produtores mundiais na safra 2025/26. O fato é que embora a previsão de produção tenha permanecido relativamente estável, o estoque mundial foi revisado para cima, sob influência principalmente da previsão de um maior estoque de grão no Brasil. Clique aqui e saba mais!
Nesse contexto, o Farmnews inclusive destacou para os dados históricos da importação de milho brasileiro pelo Irã e sua importância para o agronegócio do País. Clique aqui e saiba mais!
A soja (Cepea, Paranaguá-PR), embora acumule perda em relação ao valor que encerrou 2025 (Figura), apresentou média na parcial de março de 2026 de US$24,8 por saca, valor acima do praticado em março de 2025 (US$23,2).
Veja também que a pausa da Cargill nos embarques do Brasil para a China vai muito além de um entrave fitossanitário. O episódio revela como qualidade, armazenagem, logística, burocracia e baixa agregação de valor passaram a pesar no centro da competitividade brasileira. Clique aqui e saiba mais!
É importante mencionar também que apesar da alta no preço em dólares do boi gordo, a carne bovina brasileira segue muito competitiva frente aos maiores concorrentes mundiais. Nesse contexto, o Farmnews também tem destacado para o aumento da demanda de carne bovina não apenas entre os principais compradores do Brasil, como a China e os EUA. Embora ambos estejam igualmente aumento o ritmo de compra em 2026 (clique aqui), outros países também seguem com maior apetite de compra do produtor brasileiro.
A Rússia, por exemplo, foi um dos destaques nesse início de 2026. Isso porque no acumulado até fevereiro, a compra de carne bovina brasileira pelos russos foi a maior para o período do ano desde 2017. Clique aqui e confira os dados!
Os países da UE também foram destaque nesses primeiros meses de 2026, com a importação de 14,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura no acumulado até fevereiro, valor acima do praticado no mesmo período do ano anterior (12,00 mil toneladas) e também no maior patamar ao longo de uma série iniciada em 2018. Clique aqui e confira!
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