O preço futuro do boi gordo segue com destaque para os vencimentos em abril e maio que, precificam os maiores patamares de 2026.
Os contratos mais próximos do vencimento, com destaque aos vencimentos de abril e maio, renovaram a máxima de 2026 na parcial de março (25), assim como o mercado físico do boi gordo (Cepea).
Após a máxima diária no final fevereiro, quando o preço do boi gordo (Cepea) foi cotado a R$353,2 por arroba, o início do conflito no Oriente Médio pressionou as cotações da arroba, principalmente ao longo da primeira metade de março. No entanto, o mercado voltou a ficar firme e em março (25) alcançou novo patamar histórico, cotado a R$354,7 por arroba (primeira Figura).
A oferta restrita de animais para o abate e uma demanda por carne bovina mais firme, especialmente do mercado internacional, tem mantido os preços da arroba em recuperação, com destaque a expectativa para abril que projeta novo recorde nominal histórico. Mas é importante ressaltar também que o consumo doméstico de carne bovina não é dos piores, embora tenha caído na segunda metade do mês, como tradicionalmente acontece.
E o receio com relação à queda nas exportações no segundo semestre de 2026 tem mantido os preços esperados do boi gordo mais estáveis e abaixo do valor atual da referência no físico (primeira Figura), no período do ano.
O fato é que o Brasil deve alcançar o limite de cota de exportação de carne bovina sem tarifa adicional para a China ao longo do primeiro ou no início do segundo semestre de 2026, o que aumenta o receio com relação ao comportamento de preço do boi gordo nos meses finais do ano. O cenário ainda é incerto com relação a China, mas além de uma possível flexibilização da regra com o país asiático, a demanda por carne bovina brasileira segue aquecida e pode ser potencializada em outros mercados.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba, em março (25).

O preço futuro do boi gordo foi cotado a R$365,9 por arroba para abril, o maior patamar para o vencimento e a expectativa de máxima para 2026, pelo menos de acordo com os dados da B3 em março (25).
Como temos destacado, o contrato para maio de 2026 também tem sido destaque de valorização e pela primeira vez acima de R$360,0 por arroba (valor de ajuste).
Os contratos para vencimento em abril e maio tem sido o destaque de valorização ao longo da segunda metade de março. Isso porque entre os dias 18 e 25 de março, os contratos subiram, respectivamente, 5,5% e 5,4%.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba.

Vale destacar também que o preço médio do boi gordo (Cepea) na parcial de março de 2026 (até o dia 25) foi de R$349,0 por arroba, valor 11,8% acima do valor praticado em março de 2025 (R$312,0) e praticamente confirma novo recorde mensal nominal, superando a máxima anterior de março de 2022, quando foi cotado a R$344,7 por arroba.
E é importante reforçar também que não foi apenas o boi gordo que renovou a máxima em março de 2026. O preço do bezerro segue em forte alta e novamente renovou a máxima diária na parcial de março, tanto avaliado no peso como na cabeça! Aliás, o preço da categoria de reposição deve seguir em alta e alcançando novas máximas ao longo do ano.
Saiba também que o Farmnews também comparou o preço do boi gordo em maio e outubro entre os anos de 2010 e 2025 e a expectativa para 2026.
É importante observar que ao longo dos últimos anos, entre 2010 e 2025, o preço médio do boi gordo (Cepea) nos meses de outubro foi 5,9% cima do preço do boi gordo em maio. No entanto, não é incomum que o preço do boi gordo em maio seja maior que o valor praticado em outubro, mesmo nos anos de ciclo de alta, como entre 2021 e 2023.
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