O preço futuro do boi gordo contrariou o movimento de alta no mercado físico e despencou entre os dias 7 e 8 de abril.
O preço esperado do boi gordo voltou a ficar abaixo da referência no físico para todos os contratos com vencimento em aberto na B3, como mostram os dados da primeira Figura.
E o movimento de queda na B3 não aconteceu por alguma justificativa no mercado físico, já que o preço do boi gordo segue firme e renovando as máximas históricas em valor nominal.
A queda no mercado futuro aconteceu após uma forte sequência de valorização. A correção, claro, foi forte e acabou sinalizando uma perspectiva muito distante da realidade, ou seja, de queda no preço da arroba, especialmente para os vencimentos mais próximos.
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (8).

O preço futuro do boi gordo, após a queda nos dias 7 e 8 de abril, ficou abaixo do físico para todos os contratos com vencimento em aberto ao longo de 2026.
A queda acumulada nos 2 últimos pregões (7 e 8 de abril) foi de cerca de R$10,0 por arroba para os contratos com vencimento na primeira metade do ano (Tabela) e de pouco mais de R$5,0 por arroba, em média, para os vencimentos ao longo da segunda metade de 2026. No mesmo intervalo de tempo o preço do boi gordo no mercado físico subiu em torno de R$4,0 por arroba.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e novembro de 2026, em Reais por arroba.

E entre o final de março e a parcial de abril (8), enquanto o mercado físico (subiu) 2,5%, todos os contratos futuros em aberto na B3, de abril a dezembro, caíram.
É importante reforçar da volatilidade e entender que movimentos no mercado futuro podem sim ser descolados do mercado físico, especialmente após um forte período de alta. São correções e ajustes especulativos que fazem parte dos negócios na B3 e é importante entender as diferentes entre o que acontece no mercado futuro e no mercado físico, para evitar decisões precipitadas no mercado real.
A exportação de carne bovina do Brasil foi recorde para um mês de março, em 2026, com destaque ao preço que alcançou o maior valor mensal desde outubro de 2022 e o maior patamar para um mês de março desde 2022.
A exportação de carne bovina do Brasil em março de 2026 somou 233,95 mil toneladas métricas, valor 8,6% acima do observado em março de 2025 (215,43 mil toneladas). Já a venda de carne bovina in natura do Brasil nos primeiros 3 meses de 2026 somou 701,64 mil toneladas métricas, valor 19,7% acima do observado no 1° trimestre de 2025 (586m36 mil toneladas).
E a venda de carne do Brasil para a China também foi recorde, mas não para um mês de março. O recorde aconteceu no acumulado dos 3 primeiros meses do ano. Isso porque considerando apenas os meses de março, o valor de 2026 ficou atrás do praticado no mesmo período de 2022.
A importação de carne bovina do Brasil pela China, em março de 2026, somou 101,99 mil toneladas métricas, valor 6,3% acima do observado em março de 2025, mas pouco abaixo do recorde anterior para o período do ano, de 2022 (103,53 mil toneladas).
A exportação de carne bovina do Brasil para a China somou 325,42 mil toneladas métricas no 1° trimestre de 2026, valor 16,3% acima do praticado no mesmo período de 2025 (279,71 mil toneladas) e novo recorde para o período do ano.






