O preço futuro do boi gordo encerrou fevereiro de 2026 contrariando o movimento de alta da arroba no mercado físico.
Vale destacar que o preço do boi gordo renovou a máxima nominal diária no final de fevereiro, alcançando patamar mais alto da história, em valor nominal, cotado acima de R$353,0 por arroba pela primeira vez (clique aqui).
O preço do boi gordo, além da máxima diária em valor nominal, foi o destaque de fevereiro, acumulando a maior alta entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews. Clique aqui e saiba mais!
Aliás, vale lembrar que não foi apenas o boi gordo que alcançou novo recorde diário. Isso porque o preço do bezerro já havia superado, em fevereiro, a máxima diária, tanto quando avaliado em Reais por cabeça (clique aqui) como em Reais por arroba (clique aqui).
Pois é, mas apesar do valor recorde e da alta acumulada ao longo dos primeiros meses de 2026, o mercado futuro do boi gordo (B3) segue mais cauteloso, precificando queda em relação ao patamar atual da arroba, com exceção apenas de março para os contratos com vencimento até outubro de 2026 (Tabela).
A Tabela apresenta os dados da diferença entre o valor de ajuste (B3) para os contratos com vencimento entre março e outubro de 2026 em relação ao físico (indicador Datagro), em Reais por arroba, entre os dias 20 e 27 de fevereiro.

O preço futuro do boi gordo caiu ao longo da última semana de fevereiro, ao contrário do valor da arroba no mercado físico que alcançou patamar recorde diário.
Pois é, o mercado futuro do boi gordo na B3 precifica um movimento de queda, ainda que discreto, a partir de abril, quando se espera uma maior oferta de animais para o abate devido aos efeitos negativos do clima. No entanto, na segunda metade do ano, os preços também seguem mais pressionados frente ao valor atual da arroba no mercado físico, o que merece atenção.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre março e outubro de 2026, em Reais por arroba, no dia 27 de fevereiro, considerando os valores do ajuste.

Vale lembrar que na segunda metade do ano é esperada uma menor oferta de fêmeas para o abate (período reprodutivo) e também uma maior demanda por carne bovina, tanto interna como externa, ainda que persistam receios sobre as consequências da cota de exportação imposta de carne bovina do Brasil para a China sem a aplicação de tarifa adicional.
O fato é que a volatilidade tende a aumentar ao longo do ano. Aliás, nesse contexto de aumento de risco, a escalada do conflito no Oriente Médio entre Israrel/EUA e Irã traz impactos importantes para o agro brasileiro. E você sabe quais são eles? Clique aqui e saiba mais!
Apesar de todo otimismo com relação a preço, a margem de lucro do pecuarista é algo que precisa ser melhor discutido. Isso porque especialmente nos ciclos de alta é importante estar atento as decisões que vão refletir no futuro e isso merece planejamento e gestão! Clique aqui e saiba mais do assunto!
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