O preço futuro do boi gordo segue volátil e, embora tenha acumulado recuperação desde a forte queda no início de março, todos os contratos com vencimento em aberto na B3 para 2026 precificam queda frente ao físico!
Pois é, todos os contratos com vencimento em aberto na B3 precificam queda frente a referência no físico na parcial de março (17), ou seja, foram cotados abaixo do valor atual da arroba, como mostram os dados da primeira Figura. Ao nosso entender, apesar da volatilidade, é um pessimismo que não reflete o cenário atual no mercado físico do boi gordo, de preço mais firme!
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba, no dia 17 de março, considerando os valores do ajuste.

O mercado físico, aliás, embora acumule queda na parcial do mês, frente ao valor que encerrou fevereiro, segue mais firme. No entanto, o mercado futuro do boi gordo não acompanhou, pelo menos por enquanto, a recuperação do valor da arroba no mercado físico que, segue bastante volátil.
Na semana entre os dias 10 e 17 de março (Tabela), o preço do boi gordo (Datagro) subiu 1,2%, enquanto no mesmo intervalo de tempo os contratos futuros do boi gordo oscilaram entre ganhos e perdas e mesmo os que acumularam ganho, subiram menos que o observado no mercado físico.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba.

É comum a maior especulação no mercado futuro do boi gordo e, nesse contexto, vale ficar as oportunidades para aqueles que praticam gestão de risco e utilizam o mercado de derivativos para proteção ou mesmo especulação.
Do mesmo modo é fundamental entender que os movimentos na B3 muitas vezes não refletem o cenário do mercado pecuário no mercado físico, especialmente para os contratos mais distantes do vencimento. E isso é muito discutido aqui no Farmnews, a importância de avaliar os fundamentos, apesar do momento de instabilidade global com o conflito no Oriente Médio.
E é importante observar que o preço futuro do boi gordo, para todos os contratos com vencimentos em aberto na B3, precifica queda frente ao valor da arroba no físico (Datagro) em março (17), como mostram os dados da segunda Tabela.
A Tabela apresenta os dados da diferença entre o preço esperado do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre março e outubro de 2026 frente a referência no físico (Datagro), em Reais por arroba.

A expectativa de queda para todos os contratos com vencimento em aberto na B3 nos parece pessimista demais, diante da expectativa de uma oferta reduzida de animais prontos para o abate e uma demanda que tende a se manter firme, apesar das incertezas globais.
Nesse contexto, vale lembrar que os dados parciais de exportação de carne bovina do Brasil na segunda semana de março seguem acima do valor praticado em março de 2025, mas, com destaque ao preço.
Isso porque o preço médio de venda da carne bovina in natura brasileira para o mercado internacional foi de US$5,76 por kg na média dos 10 primeiros dias úteis de março de 2026, valor 17,6% acima do praticado em março de 2025, quando o valor foi de US$4,90 por kg. O preço médio parcial de março de 2026 (10 dias úteis) de US$5,76 por kg foi o maior valor desde outubro de 2022. Clique aqui e confira os dados!
O Farmnews também comparou a variação acumulada dos preços do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até a primeira metade de março, em moeda americana (clique aqui) como em moeda nacional (clique aqui).
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