O preço futuro do boi gordo, apesar da expectativa de alta e com valores cotados acima da referência no físico, segue oscilando entre ganhos e perdas na B3.
Apesar da volatilidade, como esperado, é importante observar que o contrato para vencimento em janeiro de 2027 se mantém cotado acima de R$370,0 por arroba.
Como destacado pelo Farmnews, o mercado futuro do boi gordo caiu em agosto (13), com o contrato para dezembro acumulando a maior queda entre os vencimentos em aberto na B3 (clique aqui).
O contrato para outubro de 2026 inclusive perdeu o patamar de R$360,0 por arroba reconquistado na véspera (primeira Tabela), embora no acumulado da semana, o mercado tenha apresentado leve alta, com exceção do contrato para fevereiro de 2027 que, perdeu apenas 0,1% entre os dias 6 e 13 de agosto.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

No entanto, vale observar o preço futuro do boi gordo para janeiro que, segue no maior valor entre os contratos em aberto na B3 e de maior liquidez, cotado acima de R$370,0 por arroba.
Aliás, o contrato para janeiro de 2027 já chegou a ser cotado em patamares próximos de R$376,0 por arroba no final de julho.
E apesar de acumular uma alta menos expressiva na última semana, entre os dias 6 e 13 de agosto, nos últimos 30 dias o ganho foi maior, especialmente no mercado físico (segunda Tabela).
Nos últimos 30 dias o preço do boi gordo no físico (Datagro) descolou do futuro, o que pressionou o ágio dos contratos ao longo do mês, como destacado na terceira Tabela.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027, em Reais por arroba.

O ágio do preço futuro do boi gordo para outubro de 2026, em relação ao físico (Datagro), por exemplo, em agosto (13) foi de R$11,0 por arroba. Mas é importante lembrar que há 30 dias, a expectativa de valorização em relação ao físico foi maior, acima de R$27,0 por arroba.
Isso mostra que o mercado físico subiu mais que o preço negociado do boi gordo na B3 ao longo dos últimos 30 dias.
O ágio do contrato para janeiro de 2027, frente ao físico, em agosto (13) foi de R$24,1 por arroba, valor muito menos que o observado há 30 dias, quando a expectativa de alta foi de quase R$40,0 por arroba.
A Tabela apresenta os dados da diferença entre o preço futuro do boi gordo (B3, valor de ajuste) frente ao valor do boi gordo no físico (Datagro), em Reais por arroba, para os vencimentos entre agosto de 2026 e fevereiro de 2027.

E mudando de assunto, a compra de ureia pelo Brasil mostrou recuperação em julho, mas no acumulado de 2026 segue muito abaixo dos anos anteriores.
O Brasil importou 600,8 mil toneladas de ureia em julho de 2026, valor mais de 3 vezes maior que o praticado no mês anterior, quando em junho as compras somaram 186,05 mil toneladas.
O preço médio de importação (FOB0 de ureia na parcial de 2026, até julho, foi de US$464,9 por tonelada, valor 25,3% acima da média de 2025 e o maior patamar desde 2022, quando o preço médio foi cotado em US$676,1 por tonelada.
O caso da ureia reforça para o fato que o Brasil tem comprado menos e pagado mais pelo fertilizante importado, o que reforça a preocupação com os custos de produção no campo.
O Farmnews também destacou para o preço do enxofre que, tem sido foco no mercado de fertilizantes na primeira metade de 2026, alcançando patamares históricos, quase 3 vezes acima do observado em 2025.
E por falar em custos de produção, você sabia que dados da Aegro Insights na safrinha mostram que, no mesmo estado, no mesmo ciclo, o custo de insumos variou 89% entre o mais enxuto e o mais caro! Pois é, clique aqui e saiba mais do assunto!
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