O preço futuro do boi gordo segue em alta, com os contratos para o vencimento ao longo de 2026 recuperando o patamar do final de fevereiro.
O fato é que desde o início do conflito no Irã, em fevereiro, (28), o preço do boi gordo no mercado físico e futuro caiu. A queda aconteceu principalmente na primeira semana do mês (clique aqui). No entanto, os valores praticamente recuperaram as perdas ao longo da segunda semana de março período (Tabela), com exceção do boi gordo no mercado físico e do contrato para março.
O preço do boi gordo (Datagro) no final de fevereiro foi cotado a R$353,0 por arroba, valor 2,3% abaixo do valor de março (12), de R$345,7 por arroba. No caso do contrato para vencimento em março, no mesmo período, o valor caiu de R$354,3 por arroba para R$350,0 por arroba. O preço esperado do boi gordo para os demais vencimentos praticamente recuperou o patamar observado no final de fevereiro, reforçando a perspectiva mais otimista para o ano.
Apesar de ainda acumular queda na parcial de março, o preço do boi gordo voltou a ficar mais firme. Isso porque após a pressão negativa no início do mês, o preço do animal pronto para o abate voltou a ficar mais estável e os valores médios mensais caminham para renovar a máxima histórica de março de 2022. Clique aqui e saiba mais!
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo subiu mais que a referência no físico (Datagro) ao longo da segunda semana de março (Tabela) e a alta no preço esperado do boi gordo foi maior para os contratos com vencimento mais próximo, ou seja, entre março e junho de 2026.
O mercado futuro do boi gordo segue cautelo com a perspectiva de preço para a segunda metade de 2026, com os valores esperados praticamente no mesmo patamar do valor atual da arroba no mercado físico (Figura).
A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre março e novembro de 2026, em Reais por arroba, no dia 12 de março, considerando os valores do ajuste.

Como temos destacado, no período de safra é esperada uma maior oferta de animais prontos para o abate, ainda que pontual, devido aos efeitos adversos do clima. O mercado futuro do boi gordo inclusive precifica essa queda, embora especialmente entre os meses de maio e agosto.
No entanto, ao longo da segunda metade do ano, com um esperado consumo doméstico mais aquecido e uma oferta principalmente de fêmeas menor, a expectativa é de um cenário de alta. O receio maior segue com a exportação de carne bovina do Brasil para a China (clique aqui).
Nesse aspecto é sempre importante destacar para o fato de a carne bovina brasileira seguir cada vez mais disputada no mercado internacional. Temos apresentado dados que mostram o aumento da demanda não apenas da própria China como dos EUA (clique aqui), mas também da Rússia (clique aqui), os países da UE (clique aqui) entre outros. E, claro, o mercado é dinâmico e as regras impostas pela China, com o limite de cota sem tarifa adicional ao Brasil pode ser revisto. Vamos acompanhar.
E não podemos esquecer também dos patamares recordes da exportação de bovinos vivos do Brasil em 2026, em valores muito acima do praticado no mesmo período dos anos anteriores. Clique aqui e saiba mais!
E mudando de assunto, veja também que o preço do bezerro segue renovando a máxima em 2026, mas o valor avaliado em arroba acumula alta maior comparado ao valor do animal em cabeça. O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por arroba, acumulou alta de 11,8% na parcial de 2026, até março (11), frente ao valor que encerrou 2025. No mesmo intervalo de tempo, o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) avaliado em Reais por cabeça subiu menos, 6,0%. Clique aqui e saiba mais do assunto!
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